sábado, 21 de setembro de 2013

AMARGOSA: O QUE É CASO DE POLICIA NA UFRB-CFP?


 
Aqui  fonte da matéria em questão
Após uma reunião na Delegacia em Amargosa, entre o Profº diretor do CFP-UFRB e a Delegada de Policia local se tornar publica pelo site Amargosa Noticias, o Profº de Filosofia, também lotado no CFP, Ricardo Henrique Andrade publicou uma nota em seu perfil pessoal no facebook, produzindo alguns questionamentos sobre o motivo da reunião. Acompanhe!

"Bom seria se o motivo dessa reunião fosse o desaparecimento misterioso do professor Wilson Correia, mas me parece que a possibilidade de morte de um servidor público não preocupou o suficiente a direção do Centro para motivar uma visita dessas (se algo nesse sentido foi feito, não se tornou público - sobre o sumiço do nosso colega não ouço nada mais que o silêncio);" 
O Profº de Filosofia  Wilson Correia atuava no CFP-UFRB, ele está desaparecido desde novembro de 2012. O nome  do professor  Wilson, segundo informações de membros da comunidade academia do CFP, estava em processo de exoneração  do cargo de professor da UFRB, por "abandono de serviço". Até esta data nunca ocorreu um posicionamento oficial da direção da UFRB sobre seu desaparecimento do Profº.
Na plataforma Lattes o Currículo Lattes do Professor ainda consta o seguinte registro; Wilson Francisco Correia "É professor Adjunto na UFRB-CFP, em Amargosa BA

Veja ABAIXO a Nota do Profº Ricardo Andrade na Integra

"Papelão ... 

Vejamos o que, segundo a matéria, foi o motivo desta reunião entre o Diretor do CFP e a Delegada da cidade de Amargosa:

1) "a parceria da UFRB e a Polícia Civil no projeto "Sua denúncia é segura" (sic). Mas o que é isso? Um Centro de Formação de Professores numa parceria com a polícia judiciária para um serviço de denúncia? Isso parece situar-se, precisamente, entre o insólito e o ridículo; bem, mas não vamos antecipar nosso juízo até saber qual é mesmo o papel da Instituição Federal em que atuo num trabalho de denúncia polícia ... espero que exista um bom motivo, caso contrário essa cooperação se mostra incompatível com a natureza da nossa missão e merece o repúdio de toda comunidade acadêmica;

2) "a segurança em torno do Centro de Formação de Professores" (sic, sic). Isso não seria assunto para ser tratado com a Polícia Militar (entendo a expressão "em torno" como os arredores da Universidade), que é ostensiva, e deveria sim, na medida das suas possibilidades, contribuir com a segurança dos estudantes na ladeira mal iluminada e deserta que o único acesso ao CFP? 

3) "Foram acordados parcerias também para realização de palestras no intuito de alertar os estudantes para o uso das drogas" (sic, sic, sic)... Bem, isto me parece algo mais do que patético! Compreenderia se o pessoal da polícia fosse convidado a compartilhar suas perspectivas em algum evento sobre o tema (das drogas ou da lei Maria da Penha), mas solicitar palestras da polícia - que é um órgão de repressão - sobre drogas quando temos na UFRB professores que pesquisam o assunto com relevantes trabalhos científicos publicados é, no mínimo, um papelão. Palestras desse tipo já não funcionariam com adolescentes reprimidos, como poderiam funcionar com estudantes universitários? "

Na minha opinião o Diretor do nosso Centro de Formação de Professores-UFRB precisa aprender a se situar em torno dessas questões, estudá-las, informar-se mais, para quem sabe assim compreender melhor qual deveria ser o papel de um centro universitário que se propõe a formar educadores. Assim, quiçá, entrasse em sua cabeça que antes de ser assunto de polícia, a droga é uma questão social, de saúde, de cultura e de educação ...



P.S. Bom seria se o motivo dessa reunião fosse o desaparecimento misterioso do professor Wilson Correia, mas me parece que a possibilidade de morte de um servidor público não preocupou o suficiente a direção do Centro para motivar uma visita dessas (se algo nesse sentido foi feito, não se tornou público - sobre o sumiço do nosso colega nada ouço nada mais que o silêncio);"

Profº Ricardo Henrique Andrade 




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