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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Safatle, Filosofo Profº da USP deverá ser candidato ao governo de São Paulo

13/01/2014 – 19h05
Safatle deverá ser candidato ao governo de São Paulo, diz presidente estadual do PSOL
O filósofo Vladimir Safatle deverá ser o candidato do PSOL ao governo de São Paulo nas eleições de outubro deste ano, segundo o presidente estadual do partido, o vereador de Campinas Paulo Bufalo.
A sigla deverá promover uma série de seminários coordenados por Safatle, que é professor da USP (Universidade de São Paulo). A partir desses encontros, o partido pretende elaborar um programa de governo. Por conta disso, o anúncio oficial de que o professor vai disputar o Palácio dos Bandeirantes só deverá ocorrer após os seminários.
Safatle, no entanto, não confirma a candidatura. Ele afirma que isso é algo que será definido após os seminários –que ainda não têm data nem presenças confirmadas.
Segundo Bufalo, o partido pretende levar uma síntese daquilo que foi discutido nos encontros para o interior do Estado, a fim de divulgar a candidatura do professor fora da capital.
Um dos motivos pelos quais Safatle foi escolhido pelo partido, segundo o presidente do PSOL, é o fato de ele ser conhecido por setores formadores de opinião, como a academia e a imprensa. Além de professor da USP, ele é colunista da Folha.
“Devemos atuar para colocar o professor em contato com os movimentos sociais, onde já há militantes de esquerda”, disse Bufalo sobre uma das estratégias para projetar o nome de Safatle além da elite intelectual.
Para Bufalo, essa aproximação com os demais setores da sociedade não deve ser um grande problema, já que “o PSOL tem uma identidade muito forte com as pautas que vieram das ruas no ano passado”.
O filósofo oficializou sua filiação ao PSOL paulista no dia 30 de setembro do ano passado.
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Recém filiado ao PSOL, Vladimir Safatle considera o partido uma alternativa de mudança para o país
O presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) do estado de São Paulo, vereador Paulo Bufalo, anunciou oficialmente à Executiva do partido, na última terça-feira (8), a filiação do professor de filosofia da Universidade de São Paulo, Vladimir Safatle. “Precisamos fazer uma avaliação sobre a melhor forma de acolhê-lo e aproveitar sua reconhecida trajetória intelectual e de esquerda nos debates partidários e com a sociedade”, ressalta Bufalo.
O professor efetivou sua filiação no dia 30 de setembro na sede estadual do partido na capital paulista, e foi recebido pelo presidente nacional do PSOL, deputado federal (SP) Ivan Valente, o presidente estadual, vereador Paulo Bufalo, o deputado estadual, Carlos Gianazzi e militantes. “O professor Vladimir têm contribuído com o partido e com a sociedade na construção de uma análise sobre as mobilizações do último período. Ele se identifica com nosso programa que a cada dia se fortalece nos espaços institucionais e nas ruas”, disse Bufalo ao dar boas vindas ao filósofo.
Na opinião de Safatle, o PSOL é uma alternativa de mudança para o país. “Pode não ser o único partido socialista no nome, mas é o único que tem de direito e não temos medo de situações como as que ocorreram em junho. O medo não circula naqueles que defendem o socialismo. Daqui para a frente, nós estamos juntos”, afirmou.
Desde o ato de filiação, Paulo Bufalo e o filósofo, vem mantendo contato. Bufalo convidou Safatle para o 4º Congresso estadual do partido, que ocorre no próximo dia 20 de outubro, na capital. “A presença dele no Congresso é muito significativa para a nossa delegação”, destaca o presidente estadual.
Já no dia 5 de outubro, Vladimir Safatle participou de um debate sobre experiências de governo populares na América Latina, promovida pelo mandato do vereador Paulo Bufalo com os mandatos do vereador Toninho Véspoli, de São Paulo, e do deputado federal Ivan Valente.
Para o deputado, também presidente nacional do partido, o PSOL está crescendo. “Temos uma pequena e expressiva representação no Congresso Nacional, mas fazemos política com ética e coragem. Em São Paulo, combatemos um governo tucano de hegemonia esmagadora e conservadora. Por isso, considero a presença de Safatle como uma forte contribuição, por ser uma referência externa ao partido”, avaliou.
Vladimir Safatle
Vladimir Safatle é filósofo e, desde 2003, professor no Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, assim como professor convidado em universidades e instituições europeias. Em 2011, passa a ser colunista no jornal Folha de S. Paulo. É comentarista em telejornais ou convidado do programa Roda Viva, na TV Cultura.
Em 2012, nas eleições municipais da cidade de São Paulo, contribuiu com plano de governo do PT, na pasta da cultura. Em 30 de setembro de 2013, filia-se ao Partido Socialismo e Liberdade – PSOL.
Filho dos ex-guerrilheiros da Aliança Libertadora Nacional, Fernando Safatle e Ilmeide Tavares Pinheiro. Safatle nasceu em 03 de junho de 1973, Santiago do Chile. Com a ascensão do ditador Augusto Pinochet ao poder, a família se muda para o Brasil, quando Safatle tinha poucos meses de vida. Primeiro, instalaram-se em Brasília, a partir de 1987, em Goiânia, quando seu pai assumiu o cargo de Secretário do Planejamento no governo de Goiás.
Iniciou a graduação em São Paulo, em 1991. Cursou simultaneamente, publicidade na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e filosofia na Universidade de São Paulo (USP). Em 1997, concluiu o mestrado em filosofia na USP, em 2002, o doutorado, na Universidade Paris VIII.
Obras:
2003 – Um limite tenso: Lacan entre a filosofia e a psicanálise. São Paulo: Editora Unesp.
2004 – O tempo, o objeto e o avesso: ensaios de filosofia e psicanálise. Belo Horizonte: Autêntica.
2006 – Sobre arte e psicanálise. São Paulo: Editora Escuta.
2006 – A paixão do negativo: Lacan e a dialética. São Paulo: Unesp.
2007 – Lacan. São Paulo: Publifolha.
2007 – Ensaios sobre música e filosofia. São Paulo: Editora Humanitas.
2008 – A filosofia após Freud. São Paulo: Humanitas.
2008 – Cinismo e falência da crítica. São Paulo: Boitempo.
2010 – La passion du négatif: Lacan et la dialectique. Hildesheim: Georg Olms Verlag.
2010 – Fetichismo: colonizar o Outro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
2010 – O que resta da ditadura: a exceção brasileira. São Paulo: Boitempo.
2012 – A esquerda que não teme dizer seu nome. São Paulo: Três Estrelas.
*Texto da época da filiação
Leia também:
FONTE: VIOMUNDO

sábado, 1 de fevereiro de 2014

VEJA e entenda -> Por motivo de preços abusivos no Rio de Janeiro o Real é apelidado de "Sul Real"

Uma ideia muito interessante surgiu esta semana no Facebook.
RioSurreal
Criada no dia 17/01/2014 por Toinho Castro, a página Rio $urrealdivulga e boicota preços extorsivos praticados por bares, restaurantes, lojas e ambulantes no Rio de Janeiro, cidade-sede da Copa do Mundo de 2014 e onde ocorrerão as Olimpíadas de 2016.

Moeda carioca: surreal

A nota abaixo, extraída do jornal carioca O Globo (na coluna Gente Boa), resume bem esta ideia (foto: Edson Cerqueira).
Coluna-gente-boa

Surrealismo

Os preços em cidades como Rio de Janeiro estão tão surreais que Patrícia Kalil, inspirada na página do Rio $urreal resolveu criar a nova moeda dos cariocas, o Surreal ou Surreais, substituindo a Efígie da República estampadas nas cédulas de real, pelo rosto do pintor surrealista Salvador Dalí (ficou ótimo) ;-)
patricia-kalil-surreal

Nome aos bois

Sem medo de dar nome aos bois, a página apresenta posts como este:
Ou o post a seguir:
Realmente, esses preços são surreais! ;-)

Censura

Provavelmente, em breve, donos furiosos de estabelecimentos tentarão censurá-lo no Facebook. Mas espero que iniciativas como esta continuem, e se espalhem cada vez mais por esse país!
Aliás, outras páginas como esta já existem, como: Boicota RioNão Pago Preço Absurdo,Boicota SP

O poder do boicote

Como já expliquei em diversos vídeos e livestreamings no Canal do Otário, o boicote é a arma mais eficiente que o consumidor possui. É a seleção natural agindo de forma plena!
Empresas que prestam serviços muito caros ou de má qualidade, quando são boicotadas, só existem duas alternativas: morrer ou adaptar-se. Em ambos os casos, o consumidor é o maior beneficiado, pois, caso a empresa morra, ela dará espaço para que outras empresas mais competitivas e eficientes apareçam. E, caso ela consiga se adaptar, os preços ficarão menores e os serviços terão melhor qualidade.
Este mesmo raciocínio deve ser aplicado aos políticos. Apesar de todas as falhas existentes no sistema eleitoral brasileiro (leia mais informações aqui), se o eleitor boicotar os políticos ruins, aos poucos os políticos honestos surgirão e, quem sabe um dia, teremos um país onde possamos realmente nos orgulhar.

Não confunda

Para finalizar, uma frase extraída da página Rio $urreal:

Não confunda boicotar com calotar.
Seja honesto.
Consumiu, tem que pagar.
Avalie antes de consumir se o preço é abusivo. Se for, não pague [nem entre]!”

Boicote!

Apenas completando o diálogo apresentado na nota do jornal, no início deste post:
- “Quanto custa esta água, moço?”
- “Cinco Surreais!!!”
- Não, obrigado ;-)

Fonte: Otário Anonymous

 
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