domingo, 31 de janeiro de 2016

USP OFERECE CURSOS GRATUITOS A DISTÂNCIA
Outro Olhar Veduca
Os cursos oferecidos são de engenharia, física, matemática, ciências políticas e ética.

Para quem deseja fazer um curso para melhorar o currículo, mas não em dinheiro nem tempo para a opção presencial, essa é uma grande oportunidade: a USP está oferecendo cinco novos cursos gratuitos totalmente a distância. Esses cursos, que são vinculados ao Veduca, tem qualidade equivalendo aos cursos de MBA e de nível superior oferecidos pela USP, visto que eles são ministrados por professores da própria instituição.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

MP de SP intima Lula e Marisa para depor sobre tríplex
São Paulo - O promotor de Justiça Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, intimou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher Marisa Letícia e o empreiteiro José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ligado à OAS, para prestarem depoimento no dia 16 de fevereiro sobre o tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá. Segundo o promotor, o ex-presidente e Marisa vão depor como investigados. A Promotoria suspeita que imóvel pertença a Lula.
Também foi intimado o engenheiro da OAS, Igor Pontes, engenheiro da OAS.
Conserino diz ter indícios de que houve tentativa de esconder a identidade do verdadeiro dono do tríplex 164 A, no Guarujá, que seria do ex-presidente, o que pode caracterizar crime de lavagem de dinheiro.
Em 2006, quando se reelegeu presidente, Lula declarou à Justiça Eleitoral possuir uma participação em cooperativa habitacional no valor de R$ 47 mil. A cooperativa é a Bancoop que, com graves problemas de caixa, repassou o empreendimento para a OAS.
A Polícia Federal e a Procuradoria da República suspeitam que a empreiteira pagou propinas a agentes públicos em troca de contratos fraudados na Petrobras.
Em depoimento, o engenheiro Armando Dagre, sócio-administrador da Talento Construtora, declarou ao Ministério Público de São Paulo que 'praticamente' refez o triplex 164 A. A reforma, contratada pela empreiteira OAS, alvo da Operação Lava Jato, custou R$ 777 mil, segundo Dagre. Os trabalhos foram realizados entre abril e setembro de 2014.
Armando Dagre disse que o contrato com a OAS para reforma do triplex incluiu novo acabamento, além de uma outra piscina, mudança da escada e instalação de elevador privativo que custou R$ 62,5 mil. Ele disse que não teve nenhum contato com Lula, mas com a ex-primeira dama, Marisa Letícia.
Contou que, um dia, estava reunido com o representante da OAS no apartamento 'quando Marisa adentrou o apartamento com um rapaz e dois senhores' e que só depois soube que os acompanhantes da mulher de Lula eram um filho do casal, Fábio Luiz, um engenheiro da OAS e o dono da empreiteira, Léo Pinheiro - condenado na Lava Jato a 16 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
"Em verdade tomou um susto quando vislumbrou a dona Marisa Letícia ingressando no meio da reunião existente no interior do apartamento", disse Armando Dagre.

(Fonte: Exame.com)
A escolinha de direito da professora Dilma e ônus da prova
Ai, ai… Como professora de direito, a presidente Dilma Rousseff só perde mesmo é para a antropóloga da civilização da mandioca. Nesta quarta, em Quito, no Equador, indagada sobre as suspeitas que se aproximam do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela decidiu apelar a seus dotes de pensadora. E lascou a seguinte coleção de pérolas.
“Quem prova, acho que foi a partir da Revolução Francesa, se não me engano foi com Napoleão, quem prova a culpabilidade, ao contrário do mundo medieval, o ônus da prova é de quem acusa, daí, por isso, o inquérito, toda a investigação. Antes você provava assim: eu dizia que você era culpado e você lutava comigo. Se você perdesse, você era culpado. Houve um grande avanço no mundo civilizado a partir de todas as lutas democráticas”.
Ela soltou isso tudo de supetão, nessa língua muito parecida com o português, numa entrevista concedida logo depois de deixar a Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Em seguida, a mulher se irritou, o que sempre é um perigo:

“Se levantam acusações, insinuações e não me diz como, por quê, quando, onde e a troco do quê… Se alguém falasse a respeito de qualquer um de nós aqui, que a nova fase da Lava-Jato levanta suspeita sobre você, e você não soubesse do que é a suspeita, qual é a suspeita e de onde é a suspeita, você não acharia extremamente incorreto do ponto de vista do respeito?”.

Se alguém tivesse entendido que diabos ela quis dizer, pode até ser que sim…
Vamos botar um pouco de ordem na bagunça. Napoleão chegou ao poder na França em 1799 — na esteira, sim, da Revolução de 1789, mas sua ascensão já marca o fim do processo revolucionário. Em 1804, faz-se imperador e governa até 1815.
Inexiste um troço chamado “direito medieval” como um conjunto de normas, entre outros motivos, em razão da natureza descentralizada da forma de governo da época. Existiram, sim, códigos que são medievais porque relativos à Idade Média.
O Código Napoleônico trata basicamente de questões civis, não das criminais, que podem atingir Lula. Tal código estende-se sobre a chamada “responsabilidade subjetiva”, distinguindo-a da objetiva. Ou por outra: estabelece critérios da definir a culpa.
O princípio de que o ônus da prova cabe a quem acusa vem do direito romano — este, sim, um conjunto fechado de fundamentos – e se expressa na frase: “Semper onus probandi ei incumbit qui dicit”. Cabe, pois, a obrigação de apresentar a prova àquele que acusa, àquele que diz.
E é o que vigora no nosso direito. A obrigação de apresentar os fatos constitutivos da ação penal, as provas que a justificam, cabe a quem acusa.
Dilma se atrapalhou um pouquinho com a história. Como de hábito.

                                                                          (Reinaldo Azevedo / Fonte: Veja)
Investigados na nova fase da Lava Jato são ouvidos hoje em Curitiba

Segundo informações de Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil - investigados na nova fase da Lava Jato serão ouvidos hoje em Curitiba
Preso na madrugada de ontem (28) no Aeroporto de Guarulhos (SP), Ademir Auada, responsável pela offshore Murray Holdings na empresa panamenha Mossack Fonseca, já está fazendo exames no Instituto Médico-Legal (IML) e vai prestar depoimento hoje (29) à tarde. Auada, que estava no exterior, é um dos investigados na 22ª fase da Lava Jato, deflagrada há dois dias e batizada de Triplo X.
Na ação, foram expedidos seis mandados de prisão temporária por cinco dias, que podem ser prorrogados se a Justiça considerar necessário. Além de Auada, a Polícia Federal (PF) vai ouvir Ricardo Honório Neto, um dos sócios do escritório da Mossack no Brasil, e agora de manhã está previsto o depoimento da publicitária Nelci Warken, que prestou serviços à Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) e é apontada como responsável por um triplex no Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), alvo da operação.
Renata Pereira Brito, que trabalhava com Honório, depôs ontem (28) na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Segundo assessores da PF, Maria Mercedes e Luis Hernandez Rivero, citados nas investigações como administradores de fato da Mossack no Brasil, continuam foragidos, mas os mandados de prisão temporária continuam válidos.
Odebrecht fez reforma de sítio ligado a Lula, diz fornecedora
Lula, sitio,  Odebrecht
Lula e Marcelo Odebrecht  charge da internet


O lago foi reformado e a propriedade ganhou nova construção, com quatro suítes e um espaço de lazer com churrasqueira
A empreiteira Odebrecht, acusada na Operação Lava Jato, realizou obras de reforma de um sítio frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares. Quem afirma é uma ex-fornecedora de material de construção. A empresa nega. Lula não quis comentar. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Só em materiais, a Odebrecht gastou na reforma cerca de R$ 500 mil, segundo cálculos de Patrícia Fabiana Melo Nunes, 34, que na época, era proprietária do Depósito Dias e forneceu produtos para a reforma no sítio, iniciada em outubro de 2010, a três meses do fim do segundo mandato de Lula como presidente.
“A gente diluía esse valor total em notas para várias empresas, mas para mim todas elas eram Odebrecht”, diz.
Patrícia afirma ainda que as obras no sítio foram coordenadas pelo engenheiro da Odebrecht Frederico Barbosa, o mesmo que cuidou da construção do Itaquerão, estádio do Corinthians, outra obra da empreiteira.
A loja de Patrícia abriu um cadastro em nome da Odebrecht, mas, atendendo a pedido do engenheiro, emitiu notas de compras feitas pela empreiteira em nome de outras empresas. Houve também vendas realizadas sem nota fiscal.
Congresso em Foco

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Jorge Solla deverá deixar o PT

De acordo com informações do site "Políticos do Sul da Bahia", o deputado federal Jorge Solla (PT) deverá deixar o PT para ingressar na Rede Sustentabilidade, partido fundado pela ex-ministra Marina Silva. Na semana passada, o deputado bateu pesado na secretaria de saúde do governo do estado. Jorge Solla entrou em rota de colisão com o governador Rui Costa (PT), já que ele queria indicar a sua esposa como secretária de saúde, mas o governador indicou o seu médico particular, Fábio Vilas Boas. 

A imagem acima demonstra o deputado com o presidente da Rede Sustentabilidade na Bahia, foto divulgada no seu facebook oficial.
"Inauguração" de  obras inacabadas na UFRB de Amargosa

Estudantes e membros da comunidade acadêmica do  Centro de Formação de Professores da UFRB em Amargosa, realizaram na manhã desta quarta-feira (26), um protesto em repúdio ao atraso das obras do complexo esportivo da universidade, que foi iniciada desde 2014, e após 2 anos ainda não foram concluídas.
Os manifestantes ironicamente fizeram a inauguração das obras, para cobrar as devidas providencias dos responsáveis. 
Vale lembrar que no C.F.P. existe o curso de Educação Física, e a inexistência de um complexo esportivo  compromete diretamente a formação do cursistas de Edu. Física. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PF deflagra 22ª fase da Lava Jato e cumpre 23 mandados em SP e SC

A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira (27), a 22ª fase da operação Lava Jato em São Paulo e Santa Catarina. A operação, batizada de "Triplo X", cumprirá na manhã de hoje 23 mandados judiciais, sendo seis de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva.
Em SP, a ação ocorre na capital, Santo André e São Bernanrdo do Campo e, em Santa Catarina, em Joaçaba. A operação apura a existência de estrutura criminosa que visava proporcionar a investigados na operação policial a abertura de empresas offshores e contas no exterior como forma de ocultar o produto dos crimes de corrupção.
Cerca de 80 policiais participam da ação que apura os crimes de corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Os seis mandados de prisão temporária têm prazo de cinco dias e podem ser prorrogados pelo mesmo período ou serem convertidas em preventivas. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.
Fase anterior
Deflagrada em novembro do ano passado, a 21ª fase da Lava Jato, batizada de "Passe Livre", prendeu o pecuarista José Carlos Bumlai. O empresário foi detido sob a suspeita de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.
O nome de Bumlai apareceu em delação premiada de Eduardo Musa, ex-gerente da estatal, e do lobista Fernando Baiano. O pecuarista segue preso na carceragem da PF em Curitiba.
O sócio do banco BTG Pactual, André Esteves, foi preso no dia seguinte e hoje segue em prisão domiciliar. Ele é acusado de planejar obstruir as investigações da Lava JAto, segundo a Procuradoria-Geral da República. Também foram presos o senador Delcídio Amaral (PT-MS), seu chefe de gabinete Diogo Ferreira e o advogado Édson Ribeiro.
Informação de Jovem Pan

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Cai fora que é roubada, Wagner Moura!, por Raul Monteiro

Cai fora que é roubada, Wagner Moura!, por Raul Monteiro

por Raul Monteiro*
A internet espalhou ontem à noite a informação de que a presidente Dilma Rousseff (PT), provavelmente estimulada pelo fato de ele ter sido indicado ao Globo de Ouro pela série Narcos, convidou o ator Wagner Moura para integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, conhecido como Conselhão. Apesar de Wagner ser da Bahia, uma terra onde praticamente todo mundo se conhece, e de ter cursado a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, onde a maioria dos jornalistas se formou até os anos 80, não tenho aproximação com ele.
Se o conhecesse, com certeza não hesitaria em, humildemente, enviar-lhe um email alertando de forma taxativa: “Caia fora, Wagner, que é cilada!”. Provavelmente, não adiantaria muito, porque a notícia sobre o convite traz o adendo de que o ator já o aceitou, embora tenha avisado também que não vai poder participar de todos os encontros devido à agenda assumida para a produção da segunda temporada da série do Netflix. Ou seja, ele vai mas não vai, o que mostra o nível de importância do grupo governamental que Dilma está recriando para resolver os problemas da goteira da cozinha de sua residência. Ou, desculpe… da economia brasileira.
Isso mesmo: a presidente quer reeditar um organismo inchado, ineficiente e desnecessário, criado pelo seu antecessor, com 90 membros, entre os quais o jovem e talentosíssimo ator baiano, respeitado no Brasil e no exterior, reverenciado por gente como o âncora do talk show mais popular dos Estados Unidos, Jimmy Fallon, que ironiza todo mundo, para resolver o principal problema do Brasil, o econômico, responsável pelo aumento do desemprego, a escalada inflacionária e dos juros e a paralisia completa do país, debatendo o assunto com 90 integrantes de uma entidade chamada “Conselhão”.
Imagine que, na reunião de abertura, todos os 90 participantes da entidade, excluindo-se aí a conselhuda-mor, falem só 10 minutos para discutir formas de enfrentar a crise em que Dilma e sua trupe jogaram a economia brasileira. Vai dar no total 900 minutos ou o equivalente a 15 horas, o que ultrapassa em muito as oito horas de um dia útil de trabalho. Meu caro magnífico ator Wagner, como você pode aceitar participar de uma palhaçada dessas? Esta presidente, é óbvio, está de brincadeira com um país de 204 milhões de pessoas e, ao corroborar seu convite, me desculpe, você acaba avalizando tamanha sandice.
Será que, de fato, um homem com a sua estatura, cultura, formação e capacidade, acredita que poderá ajudar o país a sair de tamanho buraco pelas mãos de um grupo que já demonstrou não ter o mínino instrumental para gerí-lo ou permanece aprisionado àquelas teorias que eram professadas na Facom, muito bem elaboradas por uma equipe de professores muito afáveis, segundo as quais o mundo está dividido entre opressores e oprimidos, campo em que estão todos os pobres que só Dilma, Lula e o PT defendem? O senhor realmente acredita nisso? Bem…
* Artigo publicado originalmente no jornal Tribuna da Bahia


domingo, 24 de janeiro de 2016

A música é um bom negócio
Jaques Wagner, segundo o Estadão, tem um apartamento de 3,5 milhões de reais, com teleférico particular para levá-lo à praia, no bairro da Vitória, em Salvador.
Até 2001, Wagner morava num apartamento de 150 mil reais.
O compositor deve ter vendido um monte de sinfonias nos últimos 15 anos para poder subir tanto na vida.

   (Fonte: O Antagonista)

sábado, 23 de janeiro de 2016

Cientistas dizem ter evidências de um novo planeta no Sistema Solar

Desde o rebaixamento de Plutão, o Sistema Solar passou a não ter mais nove, e sim oito planetas. No entanto, a suposta existência de um novo planeta gigante pode fazer com que o número volte ao número que antes se tinha como real.
Em um estudo publicado no periódico Astronomical Journal, cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) dizem ter encontrado "evidências sólidas" de um nono planeta, com órbita estranhamente alongada para esse tipo de corpo celeste, na periferia do Sistema Solar.
Apelidado de "Planeta Nove", o novo corpo celeste ainda não foi visto, ou seja, ainda não é possível ter certeza de sua existência. Mas as pesquisas indicam que ele tem uma massa dez vezes superior à da Terra e orbita o Sol a uma distância média 20 vezes superior à de Netuno, que fica localizado, em média, a 4,48 bilhões de quilômetros do Sol e é considerado atualmente o mais longínquo do Sistema Solar.
A distância do novo planeta em relação ao Sol seria 597 superior à da Terra com o astro. Por isso, esse aparente novo planeta levaria entre 10 mil e 20 mil anos terrestres para realizar uma única órbita completa em torno do Sol.
Os pesquisadores Konstantin Batygin e Mike Brown se depararam com as primeiras pistas do "Planeta Nove" em 2014 e, desde então, usaram modelos matemáticos e simulações de computadores para chegar às conclusões de sua pesquisa.
"Só dois planetas foram descobertos desde os tempos antigos. Este seria o terceiro", disse Brown, em comunicado da Caltech. "É uma porção significativa de nosso Sistema Solar que ainda precisa ser descoberta. É muito empolgante."

Domínio gravitacional

O cientista ressalta que o novo planeta tem 5 mil vezes a massa de Plutão e, por isso, seria suficientemente grande para que sua classificação como planeta seja indiscutível.
Plutão deixou de ser considerado planeta em 2006, após o próprio Brown ter descoberto, no ano anterior, o planeta anão Eris, com as mesmas características de Plutão mas com massa maior.
Um comissão foi então criada pela União Astronômica Internacional (UAI) para reavaliar a definição de planetas. Ela precisou decidir se aceitaria Eris e outros pequenos mundos, como Ceres, como planetas ou se excluiria Plutão. Optou-se pela segunda alternativa.
Diferente de outros corpos celestes considerados planetas anões, o "Planeta Nove" domina gravitacionalmente sua vizinhança do Sistema Solar – ou seja, segundo as pesquisas da Caltech, sua órbita não é influenciada diretamente por outros planetas, como é o caso de Plutão, por exemplo.
Na verdade, esse domínio alcançaria uma região maior do que qualquer outro planeta conhecido. Por isso, Brown afirma que seria o planeta do Sistema Solar que mais atende às características que definem esse tipo de corpo celeste.
Segundo os autores do estudo, a existência do "Planeta Nove" ajudaria a explicar uma série de fenômenos misteriosos que ocorrem com um conjunto de objetos congelados e destroços localizados além de Netuno, conhecido como Cinturão de Kuiper.
"A princípio, estávamos céticos de que este planeta poderia existir, mas continuamos a investigar sua órbita e o que isso significaria para a periferia do Sistema Solar e ficamos cada vez mais convencidos de que ele existe", diz Batygin, coautor do estudo. "Pela primeira vez em mais de 150 anos, há evidências sólidas de que o censo planetário do Sistema Solar está incompleto."

Origem

Cientistas acreditam há tempos que o Sistema Solar começou com quatro núcleos planetários que captaram todo o gás que havia em torno deles e, assim, formaram os quatro planetas gasosos – Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Ao longo do tempo, colisões e emissões os moldaram e os levaram até a posição em que eles se encontram hoje. "Mas não há por que não pensarmos que houve cinco núcleos em vez de quatro", analisa Brown.
O "Planeta Nove" poderia ser esse quinto núcleo e, ao se aproximar demais de Júpiter ou Saturno, ter sido ejetado para sua órbita distante e excêntrica.
Agora, os cientistas continuarão a aprimorar suas simulações e a estudar o "Planeta Nove" e sua influência na periferia do Sistema Solar. Também já começaram a buscar por sinais dele no céu, já que apenas sua órbita é conhecida, mas não sua localização exata.
"Adoraria encontrá-lo", afirma Brown. "Mas também ficaria feliz se outra pessoa o encontrasse. É por isso que estamos publicando este estudo. Esperamos que pessoas se inspirem e comecem a buscá-lo."


(Fonte: Último Segundo / BBC Brasil)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Com prédio do CNPq abandonado, governo gasta R$ 1,8 mi por mês em aluguel de sede nova

por Rodrigo Serpa
Em um período em que o ajuste fiscal aparece na pauta do Executivo como fator de urgência, o excesso de gastos é observado em um dos ministérios do governo Dilma. Neste mês, faz cinco anos que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, em Brasília, gasta - por mês – R$ 1,8 milhão com aluguel, enquanto tem um prédio de sua propriedade abandonado em uma área nobre da capital federal.

O contrato de locação da nova sede, fechado sem licitação em 2011, já foi prorrogado e tem validade até 2021. O valor do gasto é suficiente para bancar 1,2 mil bolsas de pesquisa para estudantes de mestrado.
A nova sede, alugada, fica no Lago Sul, área nobre de Brasília, e conta com auditório e restaurante. Sob o argumento de que a gestão era descentralizada em três prédios diferentes, gestores do CNPq cederam o imóvel próprio ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ainda em 2011. Ele está desativado até hoje - e com a mudança, o gasto do órgão com aluguel subiu quase cinco vezes.
Para o especialista em contas públicas Gil Castelo Branco, trata-se de um clássico episódio de má-gestão dos recursos públicos.
"A União precisa, efetivamente, valorizar mais o seu patrimônio. Esses imóveis poderiam ser vendidos, rendendo recursos num momento tão difícil como o que a economia brasileira passa. A área do patrimônio sofre, há muitos anos, um enorme descaso”, afirma Gil.
No prédio, o cenário é de abandono. Vidros estão quebrados, a fachada está descaracterizada, há lixo acumulado e mato alto ao redor. Na parte interna, móveis foram esquecidos em praticamente todos os andares.
Segundo informações do Ministério da Ciência e Tecnologia, é pago algo em torno de R$ 600 por dia em gastos como água, luz e segurança em um prédio vazio.
O corretor de imóveis Luís Cláudio Nasser, com quase 50 anos de atuação em Brasília, afirma que se o imóvel estivesse alugado, renderia, no mínimo, R$ 400 mil por mês aos cofres públicos:
"Para o tipo de prédio como o do CNPq, a locação seria em torno de R$ 45 o metro quadrado, por causa da necessidade de alguma adequação, como faxina, limpeza e pintura. Ou seja, renderia algo superior a R$ 400 mil por mês.”
A ocupação imediata do prédio dependeria de uma reforma em toda a parte elétrica e hidráulica, desgastada pela ação do tempo e pela falta de manutenção.
O Ministério da Ciência e Tecnologia informou à CBN que, além de não contar com recursos para obras, está em fase final o processo para devolver o prédio ao CNPq, para que o órgão se responsabilize pela gestão do local.
No ano passado, a crise econômica bateu à porta também da ciência brasileira, e programas de incentivo à pesquisa sofreram cortes. O Ministério da Ciência e Tecnologia teve 25% do seu orçamento reduzido.
Prédio alugado pelo CNPq em Brasília (Rodrigo Serpa/CBN) 
PT se 'autoassassinou' e governo está em fase terminal, diz ex-ministro de Lula



Há pouco mais de dez anos, o senador Cristovam Buarque deixou o PT após uma série de desgastes que levaram à sua demissão, por telefone, do cargo de ministro da Educação e no embalo da eclosão do escândalo do mensalão – ele foi um dos integrantes que não concordaram com a resposta dada pelo partido e pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva às irregularidades reveladas à época.
Hoje, ensaia um novo desembarque, desta vez do PDT, que, nas palavras de Cristovam, "não existe" como partido, pois virou um "puxadinho do PT" controlado pelo ex-ministro Carlos Lupi que já colocou como candidato à próxima corrida presidencial um nome escolhido por Lula – Ciro Gomes – para "preencher o vazio" caso o petismo não se recupere a tempo de 2018.
Segundo o senador, "o PT se autoassassinou" ao desconsiderar a meritocracia na nomeação de cargos e não pensar um projeto de longo prazo para o país.
Diz ainda que o "fracasso" da gestão Dilma Rousseff se deve principalmente a erros cometidos pela presidente em seu governo, que está em "fase terminal".
Aos 71 anos, o ex-governador do Distrito Federal e ex-reitor da UnB (Universidade de Brasília) defende, porém, que se pense menos no resultado do pedido de impeachment da presidente, e mais em que governo o país terá após o processo – com ou sem Dilma.
Confira trechos da entrevista à BBC Brasil, feita por telefone.
BBC Brasil - A ex-senadora Marina Silva defendeu ao jornal Folha de S.Pauloque se agilize o processo contra a presidente Dilma Rousseff no TSE (Dilma e seu vice, Michel Temer, podem ter o mandato cassado se o Tribunal Superior Eleitoral entender que a chapa cometeu irregularidades na campanha), em detrimento ao pedido de impeachment em curso no Congresso. Como vê isso?
Cristovam Buarque - Para mim, o importante não é saber como isso termina, mas como começa o próximo momento. O chamado day after (dia seguinte). Acho que lamentavelmente a Marina não trabalha com o day after. Estou menos preocupado com se isso vai terminar com a continuação da Dilma, o impeachment ou a cassação.
Teremos o dia seguinte com o Temer em um governo de unidade nacional? Ou com a Dilma, com um governo de coalizão nacional? Se houver a cassação, a eleição em 90 dias vai permitir a construção dessa coalizão com um projeto alternativo? Essa é a minha preocupação.



(Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil)Image copyrightAg. Brasil
Image captionA presidente Dilma Rousseff enfrentará processo de impeachment neste ano

BBC Brasil - Qual seria o cenário ideal?
Cristovam Buarque - Hoje, e nós dissemos isso a ela em agosto, a melhor alternativa seria a Dilma, mas com um governo que não fosse da Dilma. Ela sendo a "Itamar" dela própria. No que consiste isso: ela dizer que não é mais do PT, nem de qualquer outro partido, a não ser do "Partido do Brasil".
Dizer que precisa da oposição e de todos para governar, compor um ministério de unidade e com um programa de unidade, no qual a estabilidade monetária seja objetivo imediato, desde que não sacrifique conquistas sociais nem investimentos em infraestrutura. Definindo quem vai se sacrificar para que o Brasil seja reorientado e como vamos atravessar os três anos até a próxima eleição.
Seria a continuidade do governo Dilma sem Dilma, uma espécie de presidente sem ser chefe de governo, com um "primeiro-ministro" – entre aspas, não precisa de parlamentarismo para isso. O Itamar (Franco, ex-presidente) conseguiu: o Fernando Henrique (Cardoso) foi o primeiro-ministro. Isso seria o ideal.
Mas não vejo na Dilma condições para isso. Tanto que nós, um grupo de senadores, fomos até ela em agosto, levamos um documento, propusemos isso, dissemos que estávamos dispostos a apoiá-la. Ela ouviu com seriedade, carinho, nos dedicou muito tempo, mas não aconteceu nada. Perdeu a chance.
BBC Brasil - Na sua visão, por que o governo chegou a esse ponto? Quem tem mais culpa, Dilma ou o PT?
Cristovam Buarque - Acho que a grande culpa é do PT. O PT se autoassassinou. Há uma diferença entre autoassassinato e suicídio: suicídio é um gesto consciente, em que existe até uma dignidade; o autoassassinato nem é consciente nem carrega dignidade.
O PT se autoassassinou por recusar o mérito nos seus dirigentes: nomeava ministro, vice-ministro, subministro, diretores apenas por interesses imediatistas, corporativos. Se autoassassinou por não pensar o médio e longo prazo do Brasil, por ficar prisioneiro da próxima eleição, por abrir mão das reformas necessárias que poderia ter feito, sobretudo com a grande liderança que era Lula.
Agora, a Dilma colaborou. Ela poderia ter se "independizado" do PT, mas continuou dependente dele, e com isso destruiu seu governo.



(Foto: Lindomar Cruz/Ag. Brasil)Image copyrightAg. Brasil
Image captionCristovam Buarque em 2003, quando era ministro da Educação do primeiro governo Lula

BBC Brasil - Como vê o papel do seu partido, o PDT, na base aliada?
Cristovam Buarque - O PDT, como partido, não existe: é uma associação, um clube de militantes sob o comando absoluto do Carlos Lupi.
Em 2007, ele assumiu o Ministério do Trabalho. De lá para cá, continua sempre junto ao governo em troca de ministério e isso destruiu o PDT como partido, fez dele o que o Pedro Taques (ex-senador e atual governador do Mato Grosso) chamava de "puxadinho do PT".
E a situação é essa, ao ponto de hoje ele ter colocado um candidato a presidente escolhido pelo Lula, o Ciro Gomes, cujo papel é preencher o vazio que haverá se o PT e o Lula não se recuperarem do impacto.
BBC Brasil - Do impacto da Operação Lava Jato?
Cristovam Buarque - Da Lava Jato e do fracasso do governo Dilma. E é um erro achar que esse fracasso decorre da Lava Jato. Do ponto de vista ético, sim, mas também dos erros que ela cometeu na condução do governo.
Se fosse a Lava Jato sem inflação, com a economia crescendo, seria diferente: apenas o PT carregaria o problema. Mas temos recessão, inflação, infraestrutura desorganizada, crise de gestão. O problema é a soma com a crise socioeconômica.
E o PDT optou equivocadamente, e digo isso desde 2007, em vez de ser uma alternativa para o Brasil, por ser coadjuvante de um partido e de um governo em fase terminal.
BBC Brasil - O que o manteve no PDT até hoje, então?
Cristovam Buarque - Primeiro porque sair de um partido é algo muito dolorido, complicado. E você sempre fica acreditando que ele pode mudar.
E segundo, porque essa é uma crise geral dos partidos.



(Foto: Ag. Brasil)Image copyrightAg. Brasil
Image captionPDT pode lançar Ciro Gomes à Presidência como "estratégia" de Lula, afirma senador

BBC Brasil - É como se não houvesse para onde ir?
Cristovam Buarque - É isso. Não é só o PDT. O PDT perdeu a vergonha, mas os outros não demonstram ainda o vigor transformador.
Creio que um partido precisa de duas coisas: vergonha, do ponto de vista ético, e vigor transformador, do ponto de vista político. A gente sente que muitos têm vergonha na cara, mas fica se perguntando se têm esse vigor.
Além disso, é importante dizer com clareza: há três anos o Carlos Lupi diz que vai sair do governo no mês seguinte. Reunia a nós senadores e dizia: "no próximo mês nós estamos fora do governo". Passava o mês, a gente esperava, ele nos reunia e dizia a mesma coisa. Não vou negar que cometi o erro de ficar esperando por esse mês seguinte.
BBC Brasil - A imprensa dá como certo que o senhor vai para o PPS, que o convite já foi feito.
Cristovam Buarque - O convite foi realizado pelo meu velho amigo Roberto Freire, que é meu companheiro desde a política estudantil em Pernambuco, ainda nos anos 60. Mas não vou tomar essa decisão em um período de recesso, antes de conversar com meus colegas do PDT do Distrito Federal e ouvir diferentes forças ligadas a mim.
Mas houve o convite, e eu não disse não.
BBC Brasil - O senhor foi procurado por outros partidos?
Cristovam Buarque - Outros partidos me procuraram, mas a sintonia com o PPS é maior.



(Foto: Nilson Bastian/Ag. Câmara)Image copyrightAg. Camara
Image captionRoberto Freire, presidente do PPS, convidou Cristovam a migrar para seu partido

BBC Brasil - Está em seus planos se candidatar à Presidência em 2018?
Cristovam Buarque - Quando conversei com o Roberto Freire, ele falou nisso. Mas deixei claro: não vou para o PPS exigindo ser candidato à Presidência, e nem com o compromisso de ser candidato se o PPS quiser. Não será por essa razão (a eventual mudança).
Até porque... Eu disse a ele que, na idade da gente, antes de tomar uma decisão tão ousada como ser candidato a presidente, precisamos pensar se já não é hora de começar a pensar mais na memória do que já fez do que na aventura do que vai fazer.
BBC Brasil - O senhor tem um histórico ligado aos chamados partidos de esquerda. Indo para o PPS, migraria para uma sigla que, para muitos, está mais à direita e é criticada como uma espécie de satélite do PSDB. Seus eleitores não estranhariam esse movimento?
Cristovam Buarque - Diferencio a palavra partido da palavra sigla. Não mudo de partido. Já mudei de sigla: era PT, virei PDT, mas sem mudar de partido. Se sair do PDT, e for para outra sigla, não mudarei de partido. Meu partido é de que a gente precisa transformar a sociedade brasileira, e isso exige uma revolução. E o elemento fundamental dessa revolução é garantir escola de qualidade para todos, por o filho do trabalhador na mesma escola do filho do patrão, entre outros aspectos.
Agora, a sigla PPS vem do Partido Comunista. Você pode dizer que o Roberto Freire esteve ao lado de gente do PSDB, mas você não pode dizer que ele e os militantes do PPS são conservadores e de direita.
Continuo dividindo a política entre direita e esquerda. Mas não divido por sigla, e sim por compromissos. Para mim, compactuar com corrupção é coisa de direitista. Mesmo que seja do PT, do PC do B.



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Image captionSenador afirma que é errado culpar Operação Lava Jato por fracasso do governo Dilma

BBC Brasil - O PT vai sobreviver a essa crise?
Cristovam Buarque - Veja bem, sobreviver, vai. Mas vai sobreviver cambaleante. E a pergunta para a qual eu gostaria de ter uma resposta é sobre o que virá depois desse período em que o PT vai cambalear.
Vai cambalear para o lado dos corruptos, dos acomodados socialmente? Ou vai cambalear para o lado dos éticos e dos revolucionários? Isso não dá para saber.
BBC Brasil - A Câmara e o Senado são comandadas por parlamentares implicados na Lava Jato. Como isso influencia o funcionamento do Congresso neste ano?
Cristovam Buarque - Se continuar nesse ritmo, o impeachment será um tema para todos, não só para a Dilma. E poderá vir, sim, o povo na rua pedindo eleição geral, para todos os cargos. Porque não é só a Dilma que está sob suspeição. Todos nós, que temos mandato, estamos.
Há os "Cunhas" da vida, os outros, mas também os que não aparecem. Somos hoje um Parlamento sob suspeição, e nenhum de nós, portanto estou no meio, está fora da suspeição, da dúvida, do questionamento da população.

Temo que, se não formos capazes de cassar logo os corruptos conhecidos, vamos cair num processo de reação tão forte da população que teremos de fazer uma eleição geral para todos.