quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Oceanos mais quentes podem arruinar cadeia alimentar marinha


Roma – O fracasso em controlar o aumento da temperatura global poderia levar ao colapso da cadeia alimentar marinha, devastando os meios de subsistência de dezenas de milhões de pessoas que dependem da pesca para alimentos e renda, alertaram cientistas.
Oceanos mais quentes restringem fluxos de energia vitais entre as diferentes espécies do ecossistema marinho, reduzindo a quantidade de comida disponível para os grandes animais, na maioria peixes, no topo da cadeia alimentar, de acordo com um estudo publicado no periódico PLOS Biology.
Isso pode ter “implicações sérias” para a quantidade de peixes, disse Ivan Nagelkerken, professor de ecologia marinha da Universidade de Adelaide, na Austrália, um dos autores do estudo.
No mundo, cerca de 56,5 milhões de pessoas praticaram a pesca e a aquicultura em 2015, de acordo com dados da FAO, a agência das Nações Unidas para alimentação.
Segundo a agência, quase um quinto da proteína animal consumida por 3,2 bilhões de pessoas em 2015 veio do peixe.
Os cientistas de Adelaide montaram doze grandes tanques, cada um com 1.800 litros de água, num ambiente controlado para reproduzir as cadeias alimentares marinhas. Eles testaram os efeitos da acidificação e do aumento da temperatura durante seis meses.
A produtividade das plantas aumentou sob temperaturas mais quentes, mas isso se deu principalmente por causa da expansão de bactérias que os peixes não comem, disse Nagelderken.
Os resultados do estudo mostraram que o acordo climático de Paris de 2015 deve ser cumprido “para proteger os nossos oceanos do colapso, perda da biodiversidade e menos produção de peixes”.

(Fonte: Exame.com)

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Evo Morales quer proibir a liberdade de expressão, inclusive religiosa, na Bolívia

O novo Código Penal boliviano, proposto em dezembro e em análise pelo Congresso, propõe mudanças severas na legislação do país para que fique de acordo com o ideal socialista de sociedade.
Bispos católicos e pastores de diferentes igrejas evangélicas chamaram atenção ao artigo 88 que prevê prisão de 7 a 12 anos para quem iniciar reuniões ou cerimônias religiosas no país. O 12º parágrafo caracteriza como crime “o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto”.
O argumento central do governo boliviano é que a liberdade de expressão (seja ela religiosa ou de imprensa) é uma “concessão de estado”. Com isso, a Bolívia se aproxima do regime ditatorial existente na Venezuela, compartilhando do mesmo ideal “bolivariano” – que nada mais é que o totalitarismo e escravidão socialistas.
Susana Inch, assessora jurídica da Conferência Episcopal Boliviana (CEB), disse que “há uma forte preocupação na Igreja Católica e em todas as instâncias religiosas por causa do conjunto de leis que geram ambiguidades, onde os direitos fundamentais das pessoas podem ser afetados, resultando em uma perseguição injustificada”.
Em 08 de janeiro, centenas de religiosos e leigos foram às ruas da capital La Paz. Além dos líderes religiosos, advogados e jornalistas denunciaram que o novo Código Penal também acaba com a liberdade de expressão e imprensa nos artigos 309, 310 e 311, que tratam de “injúria e difamação”. Na prática, qualquer um que fizer denúncias contra o governo e os políticos bolivianos será preso. Nesta segunda-feira, 15 deputados da oposição declararam greve de fome dentro da própria Assembleia Legislativa. A manifestação destes políticos pode ser um prelúdio do que pode acontecer com toda a população boliviana, menos para os governantes.

(Fonte: ILISP)
Adeus? Presidente autoriza, e agente busca novo clube para Cristiano Ronaldo, diz jornal

Após 10 temporadas, a passagem de Cristiano Ronaldo com a camisa do Real Madrid parece ter chegado ao fim. Se o português sinalizou com o desejo de uma transferência, o próprio clube espanhol estaria disposto a seguir nesse caminho e deu o ‘ok’ para que se busque um novo clube.
De acordo com o jornal Record, de Portugal, o presidente Florentino Pérez se encontrou com Jorge Mendes e autorizou o empresário a negociar com interessados pelo atacante. Pela primeira vez durante todo o período em que Cristiano Ronaldo está em Madri, os merengues sinalizam positivamente por sua saída.
O maior interessado segue sendo o Manchester United-ING. O clube sonha com o retorno do português desde quando saiu em 2009 e vê que esta é a maior oportunidade para conseguir repatriar seu ídolo.
Quem pode estragar os planos dos ingleses é o Paris Saint-Germain-FRA. O xeique Nasser Al-Khelaïfi, responsável pelo investimento no clube, tem planos ambiciosos e quer reunir a maior quantidade de craques jogando juntos na equipe. Dinheiro não é problema e, mesmo se tratando de um atleta já veterano, estaria disposto a gastar milhões de euros.
A relação entre Cristiano e a diretoria do Real se desgastou muito nos últimos meses. O português se cansou de ver seus pedidos rejeitados e chegou ao ponto de não admitir se reunir mais nenhuma vez com Florentino Pérez.
A principal questão entre ambos os lados envolve o fisco espanhol. Desde que foi acusado em junho de 2017 por fraude fiscal, o português acredita que vem sendo perseguido pela justiça espanhola e esperava uma maior proteção vinda do clube, o que não aconteceu.
Outro motivo que incomoda o atacante são as promessas não cumpridas por Florentino Pérez envolvendo seu contrato. Após o título da Champions League 2016/17, o presidente do Real prometeu que acertaria em breve uma renovação. Cristiano se sente desvalorizado e que seu atual salário está abaixo de seu desempenho nas duas últimas temporadas que resultaram em seis títulos com o Real Madrid e o prêmio de jogador melhor do mundo por duas vezes consecutivas. Messi e Neymar têm salários consideravelmente superiores do que o português.
Por último, as intenções do clube em criar uma nova era dos ‘Galáticos’ não é vista com bons olhos pelo jogador. A diretoria enxerga Cristiano chegando a reta final da carreira e com um Real Madrid ainda dependente de seu futebol. Para isso, busca reforçar seu elenco com grandes nomes em que o mais comentado é o de Neymar. Uma vinda do ex-Barcelona o transformaria no principal astro da equipe, deixando de lado o português que reina sozinho há 10 anos no clube.
Em contrapartida, o Real demonstra muito menos interesse em manter Cristiano do que em outras oportunidades. Os insistentes pedidos do jogador irritaram Florentino Pérez, e o mandatário não faz questão de contar com o atacante a partir da próxima temporada. Sua saída, inclusive, é vista como o início de um novo período, algo positivo na visão dos dirigentes madrilenhos.
Não faltaram especulações envolvendo a saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid em todos os anos desde que chegou, mas desta vez as chances de uma mudança são maiores do que sua permanência na Espanha.

(Fonte: ESPN)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

PF indicia Haddad por usar caixa 2 em campanha para a Prefeitura de São Paulo

A Polícia Federal indiciou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) por falsidade ideológica. Também foram indiciados o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto e mais cinco investigados. A Vaccari foram impostos os crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A PF atribuiu a quatro alvos lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em junho do ano passado, a campanha de Haddad foi alvo da Operação Cifra Oculta, desdobramento da Lava Jato. Na ocasião, os investigadores pediram a condução coercitiva de Haddad. A Justiça negou. Vaccari está preso desde abril de 2015 e condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, a Corte de apelação da Lava Jato. O relatório de indiciamento de Haddad, Vaccari e outros investigados foi enviado na semana passada à Justiça Eleitoral. O inquérito foi aberto em 25 de novembro de 2015 após a delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC. O executivo relatou que recebeu um pedido de João Vaccari Neto ‘para pagamento de uma dívida de campanha do então candidato a prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, relativa ao pleito de 2012’. Os valores deveriam ser pagos a uma gráfica pertencente a ‘Chicão’.
*Estadão
Tipos de Rochas

A classificação dos tipos de rochas, conforme sua gênese, é em ígneas ou magmáticas, metamórficas e sedimentares.

A litosfera, a camada superficial e sólida da Terra, é composta por rochas, que, por sua vez, são formadas pela união natural entre os diferentes minerais. Assim, em razão do caráter dinâmico da superfície, através de processos como o tectonismo, o intemperismo, a erosão e muitos outros, existe uma infinidade de tipos de rochas.
Dessa forma, foram elaborados vários tipos de classificação das rochas. A forma mais conhecida concebe-as a partir de sua origem, isto é, a partir do processo que resultou na formação dos seus diferentes tipos.
Nessa divisão, existem três tipos principais: as rochas ígneas ou magmáticas, as rochas metamórficas e as rochas sedimentares.
1) Rochas ígneas ou magmáticas: são aquelas que se originam a partir da solidificação do magma ou da lava vulcânica. Elas costumam apresentar uma maior resistência e subtipos geologicamente recentes e de formações antigas. Elas dividem-se em dois tipos:
1.1) Rochas ígneas extrusivas ou vulcânicas: são aquelas que surgem a partir do resfriamento do magma expelido em forma de lava por vulcões, formando a rocha na superfície e em áreas oceânicas. Como nesse processo a formação da rocha é rápida, ela apresenta características diferentes das rochas intrusivas. Um exemplo é o basalto.


1.2) Rochas ígneas intrusivas ou plutônicas: são aquelas que se formam no interior da Terra, geralmente nas zonas de encontro entre a astenosfera e a litosfera, em um processo constitutivo mais longo. Elas surgem na superfície somente através de afloramentos, que se formam graças ao movimento das placas tectônicas, como ocorre com a constituição das montanhas. Exemplo: gabro.


2) Rochas metamórficas: são as rochas que surgem a partir de outros tipos de rochas previamente existentes (rochas-mãe) sem que essas se decomponham durante o processo, que é chamado de metamorfismo. Quando a rocha original é transportada para outro ponto da litosfera que apresenta temperatura e pressão diferentes do seu local de origem, ela altera as suas propriedades mineralógicas, transformando-se em rochas metamórficas. Exemplo: mármore.


3) Rochas sedimentares: são rochas que se originam a partir do acúmulo de sedimentos, que são partículas de rochas. Uma rocha preexistente sofre com as ações dos agentes externos ou exógenos de transformação do relevo, desgastando-se e segmentando-se em inúmeras partículas (meteorização); em seguida, esse material (pó, argila, etc.) é transportado pela água e pelos ventos para outras áreas, onde se acumulam e, a uma certa pressão, unem-se e solidificam-se novamente (diagênese), formando novas rochas.
Esse tipo de constituição rochosa, em certos casos, favorece a preservação de fósseis, que, por esse motivo, só podem ser encontrados em rochas sedimentares. Além disso, nas chamadas bacias sedimentares, é possível a existência de petróleo, recurso mineral muito importante para a sociedade contemporânea. Exemplo: calcário.


Conhecer os diferentes tipos de rocha é importante para a realização de práticas econômicas, que se beneficiam delas de várias formas. Além disso, tal compreensão possibilita o entendimento dos processos de formação da Terra, do relevo e seus ciclos de transformação.
(Fonte: Mundo Educação)

domingo, 14 de janeiro de 2018

"Não sou racista, minha obra prova" por William Waack


Não sou racista, minha obra prova

Se os rapazes que roubaram a imagem da Globo e a vazaram na internettivessem me abordado, naquela noite de 8 de novembro de 2016, eu teria dito a eles a mesma coisa que direi agora: "Aquilo foi uma piada —idiota, como disse meu amigo Gil Moura—, sem a menor intenção racista, dita em tom de brincadeira, num momento particular. Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão."
Sim, existe racismo no Brasil, ao contrário do que alguns pretendem. Sim, em razão da cor da pele, pessoas sofrem discriminações, têm menos oportunidades, são maltratadas e têm de suportar humilhações e perseguições.
Durante toda a minha vida, combati intolerância de qualquer tipo —racial, inclusive—, e minha vida profissional e pessoal é prova eloquente disso. Autorizado por ela, faço aqui uso das palavras da jornalista Glória Maria, que foi bastante perseguida por intolerantes em redes sociais por ter dito em público: "Convivi com o William a vida inteira, e ele não é racista. Aquilo foi piada de português."
Não digo quais são meus amigos negros, pois não separo amigos segundo a cor da pele. Assim como não vou dizer quais são meus amigos judeus, ou católicos, ou muçulmanos. Igualmente não os distingo segundo a religião —ou pelo que dizem sobre política.
O episódio que me envolve é a expressão de um fenômeno mais abrangente. Em todo o mundo, na era da revolução digital, as empresas da chamada "mídia tradicional" são permanentemente desafiadas por grupos organizados no interior das redes sociais.
Estes se mobilizam para contestar o papel até então inquestionável dos grupos de comunicação: guardiães dos "fatos objetivos", da "verdade dos fatos" (a expressão vem do termo em inglês "gatekeepers"). Na verdade, é a credibilidade desses guardiães que está sob crescente suspeita.
Entender esse fenômeno parece estar além da capacidade de empresas da dita "mídia tradicional". Julgam que ceder à gritaria dos grupos organizados ajuda a proteger a própria imagem institucional, ignorando que obtêm o resultado inverso (o interesse comercial inerente a essa preocupação me parece legítimo).
Por falta de visão estratégica ou covardia, ou ambas, tornam-se reféns das redes mobilizadas, parte delas alinhada com o que "donos" de outras agendas políticas definem como "correto".

Perversamente, acabam contribuindo para a consolidação da percepção de que atores importantes da "mídia tradicional" se tornaram perpetuadores da miséria e da ignorância no país, pois, assim, obteriam vantagens empresariais.
Abraçados a seu deplorável equívoco, esquecem ainda que a imensa maioria dos brasileiros está cansada do radicalismo obtuso e primitivo que hoje é característica inegável do ambiente virtual.
Por ter vivido e trabalhado durante 21 anos fora do Brasil, gosto de afirmar que não conheço outro povo tão irreverente e brincalhão como o brasileiro. É essa parte do nosso caráter nacional que os canalhas do linchamento —nas palavras, nesta Folha, do filósofo Luiz Felipe Pondé— querem nos tirar.
Prostrar-se diante deles significa não só desperdiçar uma oportunidade de elevar o nível de educação política e do debate, mas, pior ainda, contribui para exacerbar o clima de intolerância e cerceamento às liberdades –nas palavras, a quem tanto agradeço, da ministra Cármen Lúcia, em aula na PUC de Belo Horizonte, ao se referir ao episódio.
Aproveito para agradecer o imenso apoio que recebi de muitas pessoas que, mesmo bravas com a piada que fiz, entenderam que disso apenas se tratava, não de uma manifestação racista.
Admito, sim, que piadas podem ser a manifestação irrefletida de um histórico de discriminação e exclusão. Mas constitui um erro grave tomar um gracejo circunstanciado, ainda que infeliz, como expressão de um pensamento.
Até porque não se poderia tomar um pensamento verdadeiramente racista como uma piada.
Termino com um saber consagrado: um homem se conhece por sua obra, assim como se conhece a árvore por seu fruto. Tenho 48 anos de profissão. Não haverá gritaria organizada e oportunismo covarde capazes de mudar essa história: não sou racista. Tenho como prova a minha obra, os meus frutos. Eles são a minha verdade e a verdade do que produzi até aqui.
*WILLIAM WAACK, 65, é jornalista profissional desde os 17; trabalhou em algumas das principais redações do país e foi correspondente internacional por 21 anos na Europa e Estados Unidos 

* Texto publicado na secção Tendências/ Debates da edição deste domingo do Jornal  Folha DE São Paulo
Para especialistas, ‘novo’ TSE será mais rigoroso

BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passará ao longo dos próximos meses por três alterações na composição que mudarão o perfil da Corte e deverão torná-la mais rigorosa no julgamento de políticos, avaliam especialistas, advogados e ministros ouvidos reservadamente pelo Estadão/Broadcast.
Com a saída do ministro Gilmar Mendes da Corte Eleitoral em fevereiro, o TSE será presidido pelo atual vice-presidente Luiz Fux, eleito para o posto em dezembro, até agosto, quando ele também deixa o tribunal. A vaga de Fux ficará com o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. A ministra Rosa Weber, que já integra o TSE, comandará o tribunal nas eleições.
Uma das trocas mais emblemáticas será a saída de Gilmar, sucedido por Luís Roberto Barroso, que atualmente é substituto. Barroso é uma das vozes mais contundentes no discurso de combate à corrupção e na defesa da atuação do Ministério Público.
No STF, geralmente converge com Rosa e Fachin em questões da Operação Lava Jato e da delação da J&F, como o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) das funções parlamentares. A expectativa agora é de que o trio mantenha o alinhamento nas sessões da Corte Eleitoral. Na Corte Superior, Barroso diverge de Gilmar.
“É inevitável que os ministros (Barroso e Fachin) tragam para o direito eleitoral essa realidade descortinada nos processos criminais da Lava Jato. A experiência da Lava Jato vai trazer mais rigor, especialmente na avaliação dos casos de abuso de poder econômico”, avalia a procuradora regional da República e professora da FGV Direito Rio Silvana Batini.

Absolvição. Para três advogados eleitorais ouvidos reservadamente pelo Estado, a troca de nomes deve fazer com que o tribunal endureça o posicionamento na análise de casos que envolvem caixa 2 e compra de votos, o que deve reduzir as chances de absolvição de políticos investigados.
Um defensor afirmou, sob a condição de anonimato, que o TSE “vai virar uma câmara de gás”, em referência à fama da Primeira Turma do STF, mais rigorosa que a Segunda Turma na concessão de habeas corpus a investigados.
Outra troca que deve mudar a inclinação da Corte é a saída do ministro Napoleão Nunes, considerado mais garantista (com posições favoráveis aos réus). Em seu lugar, assume em setembro o ministro Og Fernandes, visto como mais “moderado” pelos colegas.

Linha dura. O julgamento de maio que culminou com a cassação do então governador do Amazonas, José Melo (PROS), e do vice Henrique Oliveira (Solidariedade), por compra de votos, é considerado por especialistas, advogados e pelos próprios ministros do Tribunal Superior Eleitoral uma “prévia” do que se pode esperar da nova composição do TSE.
Os ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes não participaram daquela sessão por se declararem impedidos no caso; em seus lugares, votaram Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, ministros substitutos que serão alçados ao posto de titulares neste ano.
Mesmo cabendo recurso no próprio TSE, os ministros determinaram o afastamento imediato do governador e do vice, antes até da publicação do acórdão, e a convocação de novas eleições.
Considerados “linha dura”, Fachin, Barroso e Rosa Weber também defendem o entendimento de que o prazo de oito anos de inelegibilidade fixado pela Lei da Ficha Limpa deve ser aplicado para candidatos que foram condenados antes da publicação da lei. Gilmar é contra e foi derrotado quando o caso foi julgado pelo plenário do STF.

(Fonte: Estadão)

sábado, 13 de janeiro de 2018

Homem acusa prefeito de Santo Antônio de Jesus de agressão após cobrar suposta dívida
Em vídeo divulgado em grupos de WhatsApp, um homem acusa o prefeito de Santo Antônio de Jesus, Rogério Andrade (PSD), de agressão física e verbal, logo após uma cerimônia para inaugurar a reforma de uma creche. O rapaz, que trabalha como porteiro no Hospital Regional do município, teria ido cobrar uma dívida de R$17 mil, contraída depois que ele comprou um automóvel fiado para trabalhar na campanha do pessedista. À época, o gestor teria prometido quitar a dívida e deixar o carro com o auxiliar.
Homem acusa prefeito de Santo Antônio de Jesus de agressão após cobrar suposta dívida

“Vi o prefeito se mordendo de raiva e me chamou de ‘filho da puta’”, prosseguiu, acrescentando que teria sido ameaçado de demissão do Hospital Regional, onde trabalha como porteiro.

Procurado pelo BNews, Rogério Andrade sugeriu que o rapaz tem problemas psicológicos. “Ele é contratado por algum adversário. Nem próximo nós chegamos dele. Ele chegou exaltado ao evento, tirou a camisa e começou a fazer gestos obscenos. Calcei sete ruas em um bairro, uma delas foi a dele. Acabei sugerindo o nome dele para trabalhar no Hospital Regional. Isso chocou a todos. Não houve registro criminal. Sou eu que vou fazer uma representação, foi algo chocante. Cinco minutos depois meu adversário já estava na delegacia esperando ele”, declarou. “Ele ameaçou jogar a moto em cima do meu carro para dizer que eu o tinha atropelado ele”, acusou.

Presidente do TRF-4 relata ameaças e preocupação com conflitos

O presidente do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), Carlos Eduardo Thompson Flores, afirmou a congressistas petistas, nesta sexta-feira (12), que está preocupado com as ameaças de conflitos durante julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24.
À delegação de petistas ele afirmou ter relatado sua apreensão à presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, e à procuradora-geral, Raquel Dodge. Segundo ele, o tribunal, com sede em Porto Alegre, tem detectado pressões de todos os lados, especialmente em manifestações nas redes sociais.
Os petistas entregaram ao desembargador uma carta com críticas a ele próprio, além do juiz Sérgio Moro, que condenou Lula na primeira instância.
Sem citar nominalmente Thompson Flores, os petistas afirmam, no documento, que recentes elogios à decisão de Moro "lançam preocupação sobre o caráter do julgamento".

AMEAÇAS
O presidente do TRF-4 disse que os juízes estão recebendo ameaças e que alguns deles tiraram suas famílias do Estado. Ele citou o caso de uma pessoa do Mato Grosso do Sul que tem ameaçado atacar fisicamente o prédio do TRF-4.
O desembargador contou também ter recebido um telefonema do presidente da associação de magistrados com relatos de ameaças a juízes.
Em resposta, os petistas alegaram não haver orientação neste sentido e que as ameaças devem ser acompanhadas caso a caso.
"Não há nos movimentos sociais qualquer disposição para conflitos, não há orientação nesse sentido", diz o deputado Marco Maia, admitindo haver "radicalismo" de todos os lados.
Segundo o tribunal, o presidente da corte disse que aceita "prontamente a colaboração para assegurar a segurança de todos os envolvidos". "Pedimos que divulguem a mensagem por manifestações pacíficas", disse ele.
Autoridades que quiserem acompanhar o julgamento terão acesso ao tribunal e assistirão à sessão em um telão. A sala de julgamentos ficará restrita a advogados e partes.

(Fonte: Notícias ao Minuto / Folhapress)

CURTA!