segunda-feira, 25 de setembro de 2017

 Polícia Rodoviária Federal acha R$ 700 mil dentro de mala transportada em ônibus
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou uma mala com R$ 700 mil em dinheiro no bagageiro de um ônibus que passava por Vitória da Conquista, região sudoeste da Bahia, na tarde deste domingo (24), durante o trajeto de transporte do montante entre São Paulo (SP) e Recife (PE). A quantia foi descoberta durante uma abordagem de rotina no coletivo. O dinheiro estava escondido dentro de uma caixa de papelão no interior de uma mala fechada com cadeado no bagageiro externo do veículo.
Segundo a PRF, o proprietário conseguiu ser identificado por meio do ticket anexado à bagagem. Questionado sobre a origem do dinheiro, o homem de 47 anos disse que pegou a quantia em São Paulo e estava levando para o Recife. No entanto, não revelou se é o dono do dinheiro ou se estaria transportando a mando de alguém. O dinheiro ficou apreendido e o homem foi encaminhado para a Polícia Federal em Vitória da Conquista.
Aos agentes, o homem contou apenas que atua como taxista no Recife, e havia saído de sua cidade para participar de um evento em Brasília. De lá, foi de avião até São Paulo, se hospedou em um hotel, onde pegou a quantia para levar de ônibus até o Recife.
 *Metro 1
Homens armados invadem fazenda na Bahia que pertence a Geddel Vieira Lima

Caso ocorreu neste sábado (23), em Potiraguá, no sul do estado; funcionários da fazenda foram feitos reféns na madrugada e libertados pela manhã. Reportagem do G1 

Uma fazenda que segundo a polícia pertence ao ex-ministro do governo Temer Geddel Vieira Lima e ao irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, foi invadida na madrugada deste sábado (23), no município de Potiraguá, sul da Bahia.
De acordo com o delegado Antônio Roberto Gomes da Silva Júnior, coordenador da Polícia Civil em Itapetinga, município onde o caso foi registrado, cerca de 25 homens que dizem ser índios, armados com espingardas e outras armas longas, invadiram a Fazenda Esmeralda por volta das 2h da manhã.
"Eles fizeram os funcionários reféns durante toda a madrugada e, no ínicio da manhã, libertou todo mundo", afirmou o coordenador, acrescentando que ninguém ficou ferido na ação.
Ainda segundo Antônio Roberto Júnior, outras pessoas que seriam do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST) e do Movimento de Luta Pela Terra (MLT) trambém invadiram a fazenda. O delegado destaca, entretanto, que os integrantes que seriam dos movimentos sociais não estão armados.
O coordenador de Itapetinga informou que um inquérito foi instaurado para apurar o caso, e que se for comprovado que os invasores são realmente índios, o caso passará para a Polícia Federal.
A reportagem entrou em contato com a defasa de Geddel, que ficou de averiguar o caso. O G1 tenmtou falar com o deputado Lúcio Vieira Lima, mas não conseguiu contato.
Brancos usam cota para negros e entram no curso de medicina da UFMG
Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" deste domingo (24) aponta que dezenas de estudantes brancos estão conseguindo ingressar no curso de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) através do uso fraudulento do sistema de cotas da entidade. Leia a matéria da Folha aqui, assinada por Jairo Marques.
A publicação cita uma série de casos. Entre eles, está o do estudante Vinicius Loures, de 23 anos, calouro de Medicina. Ex-modelo, Loures tem pele e olhos claros e cabelos loiros.
Apesar disso, se autodeclarou negro na inscrição, o que lhe concedeu os benefícios do sistema de cotas instituído há oito anos na UFMG. Questionado pela "Folha de S.Paulo", Loures disse que não iria se posicionar.
Outros casos citados pela reportagem são das calouras Bárbara Facchini, de 19 anos, e Rhuanna Laurent, de 20. Elas preferiram não se manifestar. 
Posicionamento da UFMG
À publicação, a UFMG disse estar ciente de possíveis desvios em seu programa de ações afirmativas e também se comprometeu a aperfeiçoar o sistema de cotas. A instituição disse, ainda, que investiga as denúncias oficializadas. Segundo a UFMG, caso seja constado o uso de ação fraudulenta, os estudantes terão a matrícula cancelada.
Com o sistema de cotas, os candidatos que se declaram como negros, pardos ou índios concorrem a a vagas já pré-selecionadas para esta seleção inclusiva, o que, normalmente, gera uma nota de corte menor do que a média.
Revolta
A reportagem da "Folha de S.Paulo" também mostra o caso da estudante Poliana Faria Fradico, 25 anos, negra, que precisou aguardar sete meses em lista de espera para ser chamada a ingressar em uma vaga na medicina da UFMG.
"Quando você vê uma pessoa de pele branca e olhos azuis entrar na sua frente, porque se autodeclarou negra de uma forma absurda, a sensação é de extrema revolta", afirmou ao jornal.
Posicionamento do DA
O diretório acadêmico de Medicina da faculdade se manifestou afirmando que a UFMG precisa encontrar maneiras de coibir este tipo de fraude. 
Relembre
Há precedentes em expulsões de alunos acusados de fraudar o sistema. Em junho deste ano, sete estudantes foram expulsos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia por apresentarem documentos falsos, alegando serem membros de comunidades quilombolas, para ingressar na instituição.
Três anos atrás, um aluno acusado de fraudar o sistema de cotas para passar no vestibular de medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) foi expulso da instituição. A denúncia foi baseada através de depoimentos de colegas do próprio curso. 
*O TEMPO

domingo, 24 de setembro de 2017

📽"Por que a distância entre eleitor e eleito continua aumentando no Brasil? GLOBONEWS PAINEL 23 09 2017

 GLOBONEWS PAINEL 23 09 2017

Por que a distância entre eleitor e eleito continua aumentando no Brasil?

Para tentar responder a essa pergunta, William Waack recebe o economista e escritor Eduardo Giannetti, o sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier e o cientista político Christopher Garman.

sábado, 23 de setembro de 2017

Qual é a relevância dos Brics - e quais são seus desafios para o futuro

Os números são astronômicos: juntos, os Brics - o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - ocupam 26,46% da área total da Terra, reúnem 42,58% da população mundial e respondem por 22,53% do PIB do planeta.
Mas, na medida em que crescem em importância, suas diferenças acabam se tornando mais pronunciadas desde que o termo foi criado, há 16 anos.
Naquela ocasião, o britânico Jim O'Neill, então diretor de pesquisas econômicas do banco de investimentos Goldman Sachs, cunhou a sigla ao assinalar a importância cada vez maior desses países, sobretudo, da China, para o crescimento da economia mundial.
Mas, hoje, no campo econômico, os Brics têm tido desempenhos muito diferentes. A Índia é a única que continua a crescer. A China ainda mantém uma taxa de crescimento bem maior do que a média mundial, mas menos vigorosa do que no passado. Já Brasil e Rússia se revelaram "grandes decepções", como afirmou O'Neill em entrevista à BBC Brasil.
Já no campo político, disputas territoriais entre China e Índia elevaram as tensões entre os dois países.
Como resultado, o futuro do grupo vem sendo colocado em xeque.
Os Brics se encontraram pela 9ª vez - apesar de o termo ter sido criado em 2001, a primeira reunião do grupo só aconteceu em 2009 em Yakateriburgo, na Rússia. A cúpula deste ano aconteceu em Xiamen, no sudeste da China. Cinco países foram convidados pela China como observadores: México, Tailândia, Tajiquistão, Egito e Guiné.
A BBC Brasil conversou com especialistas para entender se os Brics perderam relevância e quais são seus principais desafios.
Eles disseram acreditar que o grupo evoluiu significativamente desde sua criação, deixando de ser meramente um agrupamento de economias emergentes com forte crescimento para se tornar um agrupamento político.
No entanto, destacaram que ainda há um "longo caminho a percorrer" para que os Brics façam frente aos países hoje considerados desenvolvidos.

Relevância
Segundo Oliver Stuenkel, coordenador do MBA de Relações Internacionais da FGV-SP, "o fato de não haver concordância em tudo não inviabiliza a utilidade política dos Brics, especialmente para o Brasil".
"Se não houvesse essa cúpula, dificilmente o Temer conseguiria encontrar os presidentes de todos esses países em único lugar. Trata-se de um momento importante para a assinatura de acordos bilaterais, para a coordenação de políticas comuns e demais interesses econômicos", diz ele à BBC Brasil.
Para Sérgio Veloso, professor e pesquisador do Centro de Estudos e Pesquisas Brics (Brics Policy Center), os Brics "nunca surgiram como um agrupamento cuja força residia na capacidade individual de cada país".
"Trata-se, ao fim e ao cabo, de um agrupamento político, embora tenha levado algum tempo para que eles pudessem desenvolver uma agenda política conjunta. Os Brics nunca estiveram tão sólidos", diz.
Marcos Troyjo, diretor do BRICLab, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, concorda. Ele destaca a diferença do que chama de "Brics 1.0" e "Brics 2.0".
"O significado de 'Brics' muda em função do interlocutor. Estão se consolidando ao menos duas formas com que a comunidade internacional enxerga o grupo", diz.
"A primeira avalia momento atual e perspectivas dos quatro gigantes (sem África do Sul), como 'mercados em crescimento'. Ou seja, chamar a atenção do mundo para seu potencial como propulsores do crescimento foi a essência dos "Brics 1.0", destaca.
"A segunda concentra-se no impacto da construção institucional dos Brics (com África do Sul) nas relações internacionais dos próximos 25 anos. Tal enfoque mede o impacto da articulação do grupo em organizações multilaterais existentes, no surgimento de novos instrumentos plurilaterais e portanto em novas alianças e polos de poder. É o que podemos chamar de 'Brics 2.0', acrescenta.
Segundo Troyjo, enquanto houve decepção com a primeira, por causa do desempenho econômico abaixo das expectativas e da urgência de agenda reformadora "em sua natureza, essencialmente liberal", a segunda - a de que os Brics constituem um "polo alternativo de poder nas relações internacionais" - vem ganhando cada vez mais força.
"Passou a fase em que Brics eram apenas, nas finanças, sinônimo de 'elite dos emergentes'. De agora em diante, ganha ainda mais força o conceito de "Brics 2.0", diz.
"Hoje os cinco países mantêm grupos de trabalho em áreas como cooperação espacial, combate ao terrorismo, saúde pública", acrescenta.
Os especialistas citam como exemplos do estreitamento das relações entre esses países não só o estabelecimento de um fundo de US$ 100 bilhões à disposição de qualquer membro do grupo no caso crises de liquidez, como também o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também chamado de "Banco dos Brics", voltado para o financiamento de projetos em países em desenvolvimento.
"Os Brics são excelente veículo para Pequim se movimentar geoeconomicamente para além de sua vizinhança asiática. Daí os primeiros projetos financiados pelo NBD centrarem-se em energia limpa. A China investe mais em tecnologia eólica e fotovoltaica do que todo o resto do mundo", diz Troyjo.
"A construção institucional dos 'Brics 2.0' não é pouca coisa. Agrupamentos como o G7 jamais foram além de declarações sobre a conjuntura global", acrescenta.

Desafios
Para Stuenkel, o principal desafio dos Brics é "reduzir as barreiras econômicas e fortalecer sua posição no sistema econômico internacional".
"Os Brics precisam continuar e aprofundar o processo de reforma do sistema internacional para que ele se adeque cada vez mais à distribuição de poder, que hoje é muito diferente daquela do final da 2ª Guerra Mundial, quando grande parte dessas instituições foram criadas", defende.
Já Veloso alerta para o risco de que a China acabe sendo hegemônica sobre o grupo.
"Os Brics vão ter de aprender a lidar com a própria China. Essa agenda de desenvolvimento chinês cria rusgas com a Índia. O protagonismo chinês é indisputável, mas até que medida a China usará os Brics como sua própria plataforma de projeção?", questiona.
Para Troyjo, o principal desafio para os Brics é tentar aumentar o comércio "num contexto global de protecionismo e avançar em projetos voltados ao financiamento do desenvolvimento".
Neste sentido, o futuro do grupo passaria pela adesão de novos membros, o chamado "Brics +" ("Brics Plus"), ideia apoiada pela China, mas rejeitada pelos demais, que temem perder relevância.
Troyjo lembra que um indício disso foi o convite feito pela China para que cinco países participassem da cúpula deste ano como observadores.
"Talvez essa ideia faça sentido no âmbito do banco. É por isso ele se chama "Novo Banco de Desenvolvimento", e não Banco do Brics, o que deixa a porta aberta a novos membros. É uma aposta arriscada aumentar demais o número de membros. A China gosta da ideia, mas Índia e Brasil têm ressalvas, pois acham que isso diluiria a efetividade do agrupamento", explica.
O especialista também destaca que os Brics ainda apresentam "pouca coesão" em "temas mais nevrálgicos do cenário internacional".
"Não consta da agenda dos Brics certas pautas, que agradam à Rússia, por exemplo, como a atuação do Ocidente na crise síria. A questão é demasiado sensível, e países como o Brasil entendem que a ONU é o fórum adequado. Tampouco pode-se esperar atuações mais incisivas em outros temas espinhosos que afetam os Brics, individual ou coletivamente —como a tensão geopolítica em torno do mar do Sul da China, a Crimeia, ou as seguidas rusgas entre Índia e Paquistão, e mesmo no recente atrito fronteiriço Índia-China em Doklam", exemplifica.
"A verdade é que os Brics só progredirão como aliança em áreas, como o financiamento do desenvolvimento, onde seus interesses são claramente coincidentes", ressalva.

(Fonte: BBC Brasil)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Curiosity descobriu algo que levanta mais perguntas sobre a vida em Marte
Todos, de David Bowie a astrobiólogos e malucos de chapéu de papel alumínio, já fizeram esta pergunta: existe vida em Marte? Embora tenhamos encontrado evidência direta de água líquida no planeta vermelho, ainda temos de encontrar micróbios lá. Mas nem toda esperança está perdida – novas descobertas da sonda Curiosity da NASA têm trazido evidências mais convincentes de habitabilidade em Marte. Quero dizer, em teoria, toda essa vida está morta há bilhões de anos, mas ainda assim.
Pesquisadores que estudam os dados da Curiosity dizem que a sonda detectou boro na cratera Gale de 3.800.000.000 anos de idade. O boro é um elemento que pode catalisar a formação de ARN, ou ácido ribonucleico, a cópia de carbono de cadeia simples de ADN encontrado em todas as células vivas quando dissolvido em água. O boro foi descoberto em veios minerais de sulfato de cálcio sugestivos de águas subterrâneas antigas, então a equipe acredita que isso possa significar que pelo menos um pouco da água uma vez esteve presente na cratera Gale e ela tinha condições favoráveis para o surgimento da vida. As descobertas foram publicadas na Geophysical Research Letters.
“Já que boratos podem desempenhar um papel importante na formação de RNA – um dos materiais de construção da vida – achar boro em Marte abre ainda mais a possibilidade de que a vida poderia ter uma vez surgido no planeta”, o autor principal do estudo, Patrick Gasda, pesquisador de pós-doutorado no Los Alamos National Laboratory, em Los Alamos, Novo México, disse em um comunicado. “Os boratos são uma possível ponte de moléculas orgânicas simples para o ARN. Sem RNA, você não tem vida. A presença de boro nos diz que, se materiais orgânicos estavam presentes em Marte, estas reações químicas poderiam ter ocorrido.” Esperamos que, o Mars Rover da NASA em 2020 seja capaz de responder as muitas perguntas que ainda temos sobre antiga vida marciana. De acordo com o Los Alamos National Laboratory, esta sonda será especialmente equipada com uma “Super Câmera” que poderá “procurar sinais de vida passada” em Marte. Temos esperança em encontrar algo – a humanidade está realmente precisando de uma vitória agora.

(Fonte: Gizmodo Brasil)
Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo são finalistas ao prêmio de melhor do mundo
A Fifa divulgou nesta sexta-feira os finalistas para os prêmios de melhores da temporada, e tem brasileiro concorrendo.
O atacante Neymar é o "convidado de honra" da vez para enfrentar Cristiano Ronaldo e Lionel Messi pelo prêmio mais cobiçado, o de melhor jogador do mundo.
O brasileiro causou impacto principalmente depois de deixar o Barcelona para ir ao Paris Saint-Germain na maior transferência da história do futebol, 222 milhões de euros (R$ 821 milhões).
Ele conseguiu, agora, sua segunda indicação ao pódio do melhor do mundo - ficou em terceiro na eleição de 2015 vencida pelo ex-companheiro de Barça.
Por sinal, na última quinta-feira, o zagueiro Jeremy Mathieu - que trocou o Barcelona pelo Sporting - afirmou que Neymar saiu do Camp Nou para não ficar à sombra de Messi e brigar por uma Bola de Ouro.
*ESPN.com.br

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Maioria do STF vota pelo envio da 2ª denúncia contra Temer à Câmara

BRASÍLIA - A maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) votou na tarde desta quarta-feira, 20, contra a suspensão da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. A sessão foi suspensa e será retomada na quinta-feira, 21.
A defesa do presidente quer a suspensão da tramitação da denúncia, até que sejam esclarecidos os indícios de irregularidade envolvendo as delações do empresário Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud, do grupo J&F.
Na prática, independentemente de como votarem os três ministros restantes, a segunda denúncia contra Temer seguirá para a Câmara dos Deputados. Sete dos 11 ministros apoiaram o seguimento da denúncia contra o presidente. Apenas Gilmar Mendes se posicionou contra, e ainda pediu que a denúncia voltasse para a PGR.
O ministro Dias Toffoli acompanhou os colegas, mas ressaltou que o Supremo pode, sim, rejeitar uma denúncia apresentada contra um presidente da República antes da análise da Câmara se entender que há problemas que possibilitem isso. Isso poderia ser feito, de acordo com a visão de Dias Toffoli, se o relator entender que há algum tipo de irregularidade na denúncia e, assim, enviasse o tema para julgamento no plenário antes de decidir pelo envio à Câmara.
Já o ministro Gilmar Mendes divergiu dos colegas e votou para que o envio da denúncia fosse suspenso até a conclusão das investigações sobre os indícios de irregularidade envolvendo delatores do grupo J&F. Gilmar também votou para que a denúncia fosse devolvida à PGR por mencionar fatos que não dizem respeito ao mandato de Temer.
Ainda faltam votar três ministros: a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia; o decano da Corte, Celso de Mello; e Marco Aurélio Mello.

Aptidão. O entendimento majoritário dos integrantes da Corte foi no sentido de que a denúncia da PGR deve ser encaminhada à Câmara dos Deputados, cabendo ao STF se pronunciar apenas em momento posterior, caso os parlamentares autorizem o prosseguimento da acusação formal contra o presidente.
“Se a Câmara dos Deputados disser, sim, o STF é livre para verificar da aptidão ou não da denúncia. Se ela é apta ou é inepta. Mas o momento é exatamente de aguardar esse juízo político que antecede ao juízo jurídico", frisou o ministro Luiz Fux.
O ministro Luís Roberto Barroso concordou. “A denúncia se submete a prévio juízo político por parte da Câmara dos Deputados e não há, portanto, razão para se precipitar qualquer pronunciamento do Supremo Tribunal Federal nessa matéria. Não é possível, a meu ver, interferir com a prerrogativa da Câmara e impedir que ela aprecie a admissibilidade da acusação”, disse Barroso.
Para Barroso, neste momento a “palavra está com a Câmara” para saber se há interesse público em saber se fatos narrados na denúncia contra Temer verdadeiramente aconteceram.
“Caberá à Câmara dos Deputados admitir ou não a acusação para que se investigue se é verdade que havia esquemas criminosos na Petrobrás, em Furnas, no Ministério da Integração Nacional, na Caixa Econômica Federal, na Secretaria de Aviação Civil, no Ministério da Agricultura e outros espaços da vida pública”, observou Barroso.
Barroso destacou que a segunda denúncia contra o presidente reúne informações trazidas por outros 15 delatores, entre eles delatores da Odebrecht, o ex-diretor de abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa e a empresária Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana.
“Ainda que caísse por qualquer razão a delação premiada discutida (de Joesley e Saud) há um conjunto vasto de provas que subsistem íntegras”, frisou Barroso.

Memorial. A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou manifestação aos ministros do STF na qual se posiciona contra o pedido da defesa do presidente Michel Temer para tenta barrar o envio da denúncia contra o peemedebista à Câmara dos Deputados. O texto foi entregue aos ministros nesta quarta-feira, por volta de 13h, pouco antes do início da sessão do plenário.
Raquel aponta, no memorial, que “não há lugar para impugnar a viabilidade da denúncia" antes da decisão da Câmara dos Deputados.
A denúncia contra Temer por obstrução de justiça e organização criminosa foi enviada ao STF pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot, no penúltimo dia útil de seu mandato. Esta é a primeira manifestação da procuradora-geral, que sucede Janot, sobre o tema.

(Fonte: Estadão)
Vereadores de Jequié precisaram de apoio da PM  para ter acesso a órgão público da cidade
Vereadores de Jequié, no Médio Sudoeste, precisaram de intervenção policial para ter acesso ao departamento de material e patrimônio público da cidade [Demap]. O fato ocorreu na manhã desta quarta-feira (20). Segundo o Blog do Marcos Frahm, os edis foram ao local em uma ação de fiscalização de trabalhos do prefeito Sérgio da Gameleira (PSB). A entrada no Demap só foi possível após acionarem a Polícia Militar e o Ministério Público do Estado (MP-BA), o que deixou os vereadores inconformados.  Os edis Ramon Fernandes (PTN), acompanhado de Régis Silva (PT) e Colorido (PRP) classificaram o bloqueio de “absurdo”. 

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