sexta-feira, 16 de maio de 2014

Clóvis de Barros Filho fala sobre o livro "Ética e vergonha na cara" na Radio Metrópole; OUÇA


O Filosofo e Professor de Ética no Curso de Comunicação da USP, Clóvis de Barros Filho, concede entrevista ao Radialista Mario na radio soteropolitana Metrópole no ultima quarta feira (14) . Na entrevista o professor trata de sua  mais recente  publicação, o livro "Ética e vergonha na cara", o livro é a transcrição de um de  um dialogo entre Clóvis de Barros e  o também Filosofo e  Professor Mario Sergio Cortella.
Ouça aqui ÁUDIO da entrevista na integra


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Amargosa: Ampliação da Unidade de Saúde do Jequitibá


Esta é mais uma etapa dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Amargosa que tem como objetivo investir na melhoria da qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população.


A Prefeitura de Amargosa, através da sua Secretaria Municipal de Saúde realizou nesta segunda-feira (05), a reinauguração das obras de reforma, ampliação e readequação da Unidade de Saúde da Família do Jequitibá, que está de cara nova para melhor atender a população de Amargosa.
Estiveram presentes na cerimônia a prefeita Karina Silva, o vice César Merces, o vereador Reinaldo Silva, além de secretários municipais, servidores públicos, imprensa local e representantes da comunidade.  
A Unidade de Saúde do Jequitibá teve a sua estrutura totalmente ampliada e readequada para atender às normas previstas pelo Ministério da Saúde, e para isso foram instaladas rampas de acesso, barras de ferros e banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais. Fora as melhorias na parte física, a USF foi equipada com cadeiras odontológicas, macas, biombos de chumbo, aparelho de raio X odontológico, cadeiras de rodas, geladeira, fogão, micro-ondas, e muito mais.
Para a Secretária de Saúde de Amargosa, Samily Rebouças, esta obra representa uma melhoria significativa na qualidade dos serviços oferecidos à população, que agora passa a contar com instalações novas e totalmente equipadas. “É com muita satisfação que a equipe da Secretaria de Saúde entrega a USF Jequitibá totalmente reestruturada, o que se refletirá no melhor atendimento à população”, destacou.
Só em 2013, a Unidade de Saúde do Jequitibá realizou um total de 27.660 (vinte e sete mil, seiscentos e sessenta), procedimentos, incluindo 3.839 consultas médicas, 1.667 atendimentos individuais de enfermeiro, entre outros.    

 Foto/Informações Ascom PMA

sexta-feira, 2 de maio de 2014

#nãosomosbananas







#nãosomosbananas

 por 


É praticamente impossível ser contra a reação de Daniel Alves. Diante do de sempre, ele  respondeu com o inusitado. Atirar bananas e imitar macacos são ofensas racistas nada surpreendentes nos estádios de futebol, por mais que devam causar espanto. Acontecem com certa frequência na Europa e nem são privilégio do Velho Mundo, como bem o sabem os jogadores Tinga e Grafite. Superando a mesmice, o deboche espirituoso de Dani Alves, ao devorar o alimento, construiu um momento único, original, desses que já nascem com lugar garantido na eternidade.
Se a altivez debochada de Alves encanta, é difícil ver com o mesmo otimismo a reação de celebridades como Luciano Huck e Angélica, macaqueando (com o perdão do termo) o atacante Neymar Jr. Não apenas por revelar a fome de lucro da indústria cultural, capaz de transformar as manifestações mais espontâneas do indivíduo em mercadorias rentáveis, mas sobretudo pela suposta mensagem antirracismo propagada por tais personalidades.
O pensador Theodor Adorno, lá nos anos 60, advertia seus leitores de como as estrelas vazias são fundamentais para que a Indústria Cultural (termo cunhado por ele e por Horkheimer) consiga manipular seus consumidores. Neymar, Angélica e Huck, para citar três casos, são belos exemplos: nenhum dos três jamais debateu o racismo; nos programas de auditório de Angélica e Huck, jamais houve qualquer preocupação em destacar figuras negras; o próprio Neymar, em entrevista a um importante jornal paulista, declarou nunca ter sofrido racismo justamente por não ser "preto" - um caso de, como tenho dito entre amigos, "não negro por opção".
Normalmente alheias ao tema, várias celebridades veem na projeção do gesto de Dani Alves uma chance perfeita de, sem entrar em qualquer debate complexo e arriscado, "apoiar uma causa" simpática, colocar-se em evidência e, por fim, seguir sendo personalidades vazias, sem polêmica, sem questionamento, prontas para promover a publicidade de um banco, de uma empresa de telefonia celular ou de qualquer outro produto que as contrate. Não por acaso, ao que tudo indica, a "campanha" que nos chama a todos de "macacos" parece ter sido orquestrada por uma importante agência de publicidade.
Além da pouca sinceridade, que para espíritos românticos já seria motivo suficiente para repudiar Neymar e todo o bando, ainda há problema mais grave: a possibilidade de que o "comer a banana" seja visto com um "deixa pra lá". No caso de Dani Alves, falamos de um atleta sob pressão: o Barcelona não vem numa campanha das melhores, seu time estava perdendo a partida e, como de costume, as câmeras do mundo estavam voltadas para ele. Ser agredido em público, nessas condições, torna difícil qualquer reação à altura e ele, com presença de espírito invejável e apurada técnica, "tirou de letra". Contudo, caso a atitude dele se torne "o" exemplo a ser seguido, corre-se o risco de que sejam repudiadas medidas mais duras contra o racismo, necessárias, por exemplo, quando se considera que as vítimas da violência policial são Amarildos, Cláudias, DGs, não os Hucks de olhos claros.
O discurso de que "o racismo está na vítima" e basta "saber ignorar" aplaude Dani Alves de pé, ao mesmo tempo em que não reconhece a defesa das cotas no ensino superior, ignora a desigualdade racial e tergiversa sobre a "democracia racial" em que vivemos.
Em resumo, se por um lado Daniel Alves deu, nas condições a que estava submetido, provavelmente a mais elegante e contundente resposta que torcedores racistas já receberam, por outro é preciso cautela. A sede de transformar tudo em business e a hipocrisia dos que creem em uma suposta igualdade racial (que, se é total no aparato biológico, é nenhuma na vida social) querem transformar o gesto libertador do atleta em mais uma arma de opressão. Mas não deixaremos. Não somos bananas.

 
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