quinta-feira, 31 de março de 2016

O Brasil está dividido
Conforme pesquisa realizada pelo Ibope, entre os dias 17 e 20 deste mês, 82% dos entrevistados desaprovam a “maneira de governar” da “presidenta mosquita”. Ademais, 10% considera o governo “ótimo/bom”. Os dados supracitados refletem o quão o Brasil está dividido sobre a gestão da Dilma.

(O Quarto Antagonista)
“Não vai ter golpe”
“Não vai ter golpe”, “não vai ter golpe”, “não vai ter golpe”, frase repetida religiosamente pelos petistas. Sem dúvida, o jargão mais proferido nos últimos dias. Com tantas repetições, a frase ganha uma aura de verdade. Os petistas devem ter aprendido com Goebbels, ministro da propaganda do Terceiro Reich, sobre a eficiência da repetição. Só me resta repetir em alto e bom tom: “não vai ter golpe”.

(O Quarto Antagonista)

quarta-feira, 30 de março de 2016

Quem quer um ministério?
A “presidenta” Dilma estar atordoada com o bombardeio diário de notícias ruins. Depois da saída do PMDB da base governamental, Dilma apelará à distribuição tresloucada de ministérios para angariar votos que barrem o processo de impeachment na Câmara. Cadê a meritocracia na formação ministerial? O Palácio do Planalto se transformou em um balcão de negócios, cujas principais mercadorias são os ministérios. Que situação deprimente! O clientelismo da República Velha com todo vigor na República Petista.

(O Quarto Antagonista)

terça-feira, 29 de março de 2016

PT já não descarta possibilidade de renúncia de Dilma
São Paulo - Antes a possibilidade da presidente Dilma Rousseff renunciar era totalmente descartada dentro do Partido dos Trabalhadores.
Agora, com a crise econômica e política se agravando, esse cenário já não parece tanto com um roteiro de ficção.
Segundo informações da coluna da jornalista Monica Bérgamo, dirigentes históricos e ligados a Lula acreditam que essa possa ser uma atitude extrema caso o pacote fiscal enviado ao Congresso seja rejeitado. Tal derrota causaria grande abalo no Planalto.
O Supremo Tribunal Federal (STF) poderia barrar um processo de impeachment. Mesmo assim, a situação do governo ficaria insustentável e Dilma acabaria renunciando para não provocar uma conflagração.
O PT calcula que Dilma tem cerca de três semanas para se reestabelecer e deixar claro que é a única alternativa de poder até o fim do seu mandato, em 2018.
A presidente, apesar de sempre conversar com membros do seu governo sobre a tentativa de impeachment por parte da oposição, tem repetido que não renunciará em nenhuma hipótese.

(Fonte: Exame.com)
Senador Walter Pinheiro deixa o PT
Brasília - O senador Walter Pinheiro (BA) se desfiliou hoje (29) do Partido dos Trabalhadores. Ele entregou a carta de desfiliação ao diretório do partido na Bahia, ao qual estava filiado desde 1983.
Em mensagem a amigos e correligionários, o senador agradeceu o apoio recebido e disse que continuará “trabalhando pelo povo da Bahia”.
“Vou continuar cumprindo, com todo empenho, a jornada que o povo da Bahia me confiou. Grato aos meus familiares, grato aos parceiros que constroem nosso mandato, grato aos amigos, aos companheiros, ao povo da Bahia e muito, mas muito grato a Deus, que pela sua Graça tem me sustentado. Creio que, como diz o apóstolo Paulo, 'combati o bom combate'. Permanecerei com o trabalho firme e mantendo minha fé que é possível, fé no Brasil, fé na vida”.
O PT foi o único partido ao qual Pinheiro foi filiado em toda sua carreira política, iniciada em 1983. O senador não decidiu ainda pela filiação a outra agremiação partidária. Ele foi vereador, deputado federal por quatro vezes e o primeiro senador baiano pelo PT.
Por se tratar de mandato majoritário, o parlamentar tem o direito de cumprir o mandato até o fim, mesmo ficando sem filiação partidária.
Walter Pinheiro já estava distante da bancada petista no Senado, não participando mais das reuniões nem da defesa do governo da presidenta Dilma Rousseff.

(Fonte: Exame.com)

domingo, 27 de março de 2016

O desespero da Dilma

É inadmissível, que a “presidenta” (como a própria gosta de ser chamada) emita juízo de valor sobre as decisões da Justiça. Na condição de representante do Poder Executivo, não é de bom grado emitir opiniões sobre questões da alçada do Poder Judiciário. Será que a “presidenta” ainda não aprendeu que um poder não deve interferir no outro. Deve ser o efeito da iminência de deixar o Palácio do Planalto, o que seria ótimo para o Brasil. Atualmente, Dilma e desespero, são palavras sinônimas.

(O Quarto Antagonista)
Planalto prevê 'efeito dominó' se PMDB sair do governo, por Gerson Camarotti
O Palácio do Planalto começa a semana tentando fazer o último movimento para evitar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A avaliação é que o desembarque do PMDB, que deve ocorrer na terça-feira, pode criar um efeito dominó, estimulando outros partidos da base, como PP, PR, PTB e PSD, a seguir o mesmo caminho.

Para o governo, a gota d’água foi a decisão do PMDB do Rio de Janeiro de sair da base de sustentação do governo.

A contabilidade realista feita pela coordenação política do governo acendeu o alerta: o Planalto hoje conta com cerca de 130 votos seguros para barrar o impeachment – número muito distante do mínimo de 171 votos necessários na Câmara dos Deputados.

Neste momento, são votos certos contra o impedimento os de PT, PC do B e PDT. Há ainda votos isolados em alguns partidos da base. Embora de oposição, o PSOL, partido de esquerda, também deve ficar contra o impeachment.

Portanto, a ordem é partir para negociações individuais, com a redistribuição de cargos para os deputados.

O governo já reconhece que será muito difícil sobreviver. Mas a avaliação é de que é preciso tentar barrar de todo jeito o impeachment na Câmara.

Caso contrário, o ambiente político ficará ainda mais difícil para o governo, contaminando de forma definitiva o Senado. Até então, o Planalto apostava que os senadores poderiam impedir o impeachment. Mas agora, essa estratégia é considerada de alto risco.
Fonte: G1

sábado, 26 de março de 2016

Planilha da Odebrecht: de ‘Caranguejo’ a ‘drácula’
Os personagens da planilha da Odebrecht - Arte O Globo / Ilustração

Planilha da Odebrecht: de ‘Caranguejo’ a ‘drácula’

Vários políticos são tratados por apelidos em documento apreendido


De O GLOBO
POR RENATO ONOFRE,
CLEIDE CARVALHO E TIAGO DANTAS 24/03/2016

SÃO PAULO — As planilhas apreendidas com um alto executivo da Odebrecht mostram que os principais políticos brasileiros eram tratados entre a cúpula da empresa por apelidos inusitados. O todo poderoso presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem nas mãos o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), por exemplo, era tratado como "Caranguejo", crustáceo conhecido por andar sempre de lado, nunca para a frente. A lista não perdoa ninguém. Tem ministro chamado de "Passivo" e ex-governador apelidado com nome de mercador de escravos de blockbuster americano.

Os documentos foram apreendidos em um dos endereços do executivo da empreiteira Benedicto Barbosa Júnior e anexados, nesta quarta-feira, ao indiciamento do marqueteiro João Santana. Os dados mostram supostas doações feitas pela empresa. A lista ficou poucas horas no ar. Ao perceber que havia muitos políticos com foro privilegiado, o juiz Sérgio Moro decretou sigilo sobre as planilhas.

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, é chamado de "Nervosinho". Recentemente, Paes se envolveu em uma polêmica em um hospital no Rio de Janeiro onde foi acusado de ter sido "grosseiro", como registra o livro de ocorrência da unidade médica. O prefeito teria gritado "de forma ríspida" com uma médica que atendia seu filho.

Além dele, há outros 29 políticos numa lista com quase 200 nomes que ganharam alcunha dos funcionários da empreiteira. O ex-senador e ex-presidente José Sarney (AP) era chamado de "Escritor". O nome é uma referência clara à veia literária do político maranhense, membro da Academia Brasileira de Letras e autor de livros como "Marimbondos de Fogo" e "Do Mar".

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), é "Proximus", um personagem do filme americano "Gladiador", lançado em maio de 2000. Proximus era um mercador especializado em comprar e treinar escravos para lutas de gladiadores na Roma antiga. Ele ajuda o general "Maximus", personagem do ator australiano Russell Crowel, a ir a capital italiana matar o imperador. Outro político fluminense, o deputado estadual Jorge Picciani, do mesmo PMDB, é chamado de "Grego".

A lista conta também com integrantes do governo federal como o ministro-chefe do gabinete da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, chamado pelos executivos da Odebrecht de "Passivo". Outros petistas também estão na lista: os senadores Lindbergh Farias (RJ) e Humberto Costa (PE) são, respectivamente, o "Lindinho" e "Drácula". O presidente do Senado, Renan Calheiros, era o "Atleta".

Outros apelidos aparecem como o da deputada estadual Manuela d'Ávila (PCdoB-RS), chamada de "Avião". Jarbas Vasconcelos Filho é o "Viagra" e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o "Múmia".

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Os investigadores da Lava-Jato ainda não interpretaram os motivos que levaram altos executivos da Odebrecht a usar apelidos para se referir a alguns dos principais políticos da atualidade. Ao lado de cada codinome, há referências de doações - oficiais ou não - feitas aos políticos.

A última fase da Operação Lava-Jato, que aconteceu na terça-feira e foi batizada de "Xepa", mostrou que o uso de codinomes era comum na empreiteira. A Polícia Federal descobriu um sistema informatizado usado para controlar propinas que usava codinomes para ocultar o real recebedor dos recursos ilícitos.

Até agora, não há indicativo, pelo menos tornado público, de quais políticos estão na planilha da propina. O único já identificado foi o marqueteiro das campanhas do PT, João Santana, apelidado de "Feira".
PMDB já endereçou coroas de flores para Dilma, por Josias de Souza

PMDB já endereçou coroas de flores para Dilma, por Josias de Souza

Conteúdo de Uol, por Josias de Souza

O cronista Nelson Rodrigues dizia que morrer significa, em última análise, um pouco de vocação. Jurada de morte, a gestão Dilma finge estar cheia de vida. Mas o governo é um vivo tão pouco militante que o PMDB decidiu enviar-lhe coroas de flores e atirar-lhe na cara a última pá de cal. Deve fazer isso na próxima terça-feira, quando seu diretório nacional planeja desligar da tomada o aparelho que mantém a respiração artificial do governo.

A situação da gestão Dilma é de uma simplicidade estarrecedora. Fraca, inepta e impopular, a presidente cavalga uma megacrise de três cabeças —ética, econômica e política. Sua administração encontra-se em estado terminal. Até o diretório do PMDB no Rio, que segurava a vela na porta da UTI, optou pelo desembarque. Considerando-se o faro aguçado da caciquia que controla o partido, se o PMDB decidiu tomar distância é porque o governo chegou à fase da decomposição. Outras legendas virão atrás.

Ah, o PMDB. Isso é que é partido eficiente! Ajuda eleger, vira cúmplice no assalto às arcas públicas, rompe fazendo cara de nojo e prepara, estalando de pureza moral, a transição que levará Michel Temer à poltrona de presidente da República com o apoio da oposição. Exausto de ajudar Dilma, o principal aliado do Planalto concluiu que chegou a hora de substitui-la. E não há Lula capaz de fazer ao PMDB oferta tão tentadora quanto a troca de sete cadeiras de ministro sob Dilma pela poltrona de presidente num cada vez menos hipotético governo-tampão de Temer. A essa altura, só há uma força em condições de deter os planos do PMDB: a Lava Jato.

sexta-feira, 25 de março de 2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

Johann Cruyff, um revolucionário
Johann Cruyff fumava, erro crasso para um atleta. Era polêmico por natureza e já errou uma avaliação importante em tempos recentes envolvendo o brasileiro Neymar. Segundo o holandês, não ia dar certo esta história de um parceiro como o brasileiro para jogar com Messi. Nem é preciso esforço para ver o quanto se equivocou Cruyff. Colocadas algumas das suas dificuldades, hora de tratar do que restou mais importante.

Johann Cruyff foi um revolucionário dentro e fora do campo. Quando jogador, não idealizou o futebol total que surgiu no Ajax e se universalizou na seleção holandesa. O mentor era Rinus Michels. Porém, só aconteceu do jeito que aconteceu porque o homem de confiança de Michels em campo era Cruyff.

Com sua inteligência superior e habilidade técnica inigualável, o meiocampista era fiador do futebol total que encantou o mundo, mesmo que sem conquista de Copa do Mundo. Nos clubes, ganhou tudo. Oito nacionais pelo Ajax, tricampeão europeu com o mesmo clube. Ganhou um espanhol como jogador e a primeira Liga dos Campeões do Barcelona, aí como técnico. Virou lenda entre os catalães. Palpitou de tudo do Barça até o fim, incluindo o equívoco sobre a contratação de Neymar. Cruyff levava Romário no bico. Comandante e comandado tinham confiança e aquele tipo de acordo que só se dá entre dois fora-de-série. 

Perdeu para o câncer que o cigarro causou em seu pulmão, morreu antes dos 70 anos e deixou o nome impresso na história do futebol por conta de sua paixão pelo jogo ofensivo. Johann Cruyff me significou um dos caras que abriu caminhos para que eu visse o futebol como vejo hoje.


(Por Maurício Saraiva / Blog Vida Real / Fonte: Globo Esporte)
Moro é considerado pela 'Fortune' o 13º maior líder mundial
O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, é considerado pela revista norte-americana Fortune como o 13º principal líder mundial em lista de 50 nomes que inclui também o papa Francisco (4º), a premiê alemã Angela Merkel (2ª) e o fundador da Apple, Jeff Bezos (1º).
O juiz paranaense aparece logo à frente do vocalista do U2, Bono Vox (14º), e dos astros da NBA Stephen Curry e Steve Kerr (15º). Além disso, Moro está melhor do que o presidente da Argentina, Mauricio Macri (26º), e o apresentador americano John Oliver (30º).


(Fonte: MSN Notícias)
Justiça nega direito de resposta a Lula no Jornal Nacional
A Justiça negou ao ex-presidente Lula um pedido de direito de resposta contra o "Jornal Nacional", após uma ação no dia 14 solicitando espaço de nove minutos para contestar uma reportagem do telejornal em que foi noticiada a denúncia apresentada por três promotores do Ministério Público de São Paulo contra o petista.
Na decisão, o juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, de São Bernardo do Campo, diz que "a afirmação do autor [Lula] de que não lhe foi dada a oportunidade de manifestar-se antes da matéria ir ao ar não autoriza o direito de resposta".
O juiz afirmou ainda que "a atuação do veículo de comunicação deu-se estritamente dentro de seu direito-dever de informar, agiu, portanto, agasalhado pela garantia de liberdade de expressão que lhe é assegurada constitucionalmente".
De acordo com advogados de Lula, consultados pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a emissora negou o "outro lado" a ele.
No entanto, a emissora nega e afirma que divulgou na íntegra nota do Instituto Lula e dos defensores dele sobre o tema.
A decisão não é definitiva já que ainda cabe recurso a outros tribunais.


(Fonte: MSN Notícias)
"Entre Aspas": As semelhanças entre a Lava-Jato e a operação Mãos Limpas na Itália
Laja Jato e Mãos Limpas Outro Olhar
Mônica Waldvogel, no Programa "Entre Aspas" nesta terça (22), discutiu o combate à corrupção no Brasil e as lições da operação Mãos Limpas, na Itália. Participam Fábio Prieto, ex-presidente do Tribunal Federal de São Paulo, e Luís Sérgio Henriques, tradutor e ensaísta.
ASSISTA ABAIXO


segunda-feira, 21 de março de 2016

Amargosa faz investimento pioneiro para melhorar a educação infantil.

A Prefeitura de Amargosa anunciou, de forma pioneira na educação do Município, a aquisição do kit completo de livros infantis, para alunos de 4 e 5 anos. Nos anos de 2014 e 2015, a Secretaria Municipal da Educação já havia experimentado a utilização de livros para os alunos desta idade, mas este ano, pela primeira vez, o município comprou toda a coleção, incluindo livros para os professores, que receberam o material durante seminário de formação no Espaço Nordeste.
Já os pais de aproximadamente 700 alunos beneficiados, vão receber o material em evento previsto para próxima semana. Segundo a prefeita Karina Silva, que participou da abertura do encontro de capacitação dos profissionais da educação infantil, o município investiu pouco mais de R$100 mil na compra do material. “É mais um importante investimento que fazemos para assegurar cada vez mais a melhoria do aprendizado, principalmente nesta faixa etária onde a criança faz descobertas tão necessárias para toda a vida”, disse a prefeita ao ressaltar o compromisso que a gestão mantém com a educação de qualidade no município. Ela lembrou que, na Bahia, apenas três cidades adotam o kit completo como reforço para melhorar a educação infantil.
A Secretária de Educação, Rita Luz, explicou que o livro infantil não é fornecido pelo Programa Nacional do Livro didático, do Ministério da Educação, por isso o município optou por incluí-lo no projeto pedagógico. “O livro impresso é atrativo, motivador e desperta maior interesse do aluno, melhorando assim a aprendizagem”, destacou Rita Luz que lembrou também que esta experiência nasceu no Ceará e se tornou referência para o Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa, o PNAIC.
ESCOLHA CRITERIOSA
A compra do kit da educação infantil não aconteceu de forma aleatória. Fez parte de uma seqüência de avaliação entre professores, coordenadores supervisores e diretores com a equipe pedagógica da Secretaria, explicou Daiana Eça, Diretora pedagógica da rede municipal. “Após avaliação criteriosa sobre as sugestões apresentadas por várias editoras, chegou-se a escolha deste material que agora entregamos aos professores e vamos entregar aos alunos”, disse. A capacitação dos profissionais será continuada, para assegurar que os bons resultados em sala de aula sejam alcançados, concluiu.
O material estruturado APRENDER CONSTRUINDO – entregue ao professor inclui subsídios para o desenvolvimento da proposta de letramento e alfabetização junto às crianças, formação docente, ação articulada com a família e acompanhamento e avaliação de resultados.
Os livros do Kit do aluno, que vão ser entregues em uma mochila personalizada, visam possibilitar o desenvolvimento da consciência fonológica, propõem atividades que favorecem o domínio dos descritores previstos para serem alcançados por crianças de 4 e 5 anos, e trabalham a oralidade, a descoberta da leitura e a produção escrita, utilizando a diversidade dos gêneros textuais.
Além do material estruturado para o aluno e o professor, há uma proposta sistemática de formação continuada para professores e coordenadores, acompanhamento das atividades docentes. São também estimuladas as atividades de pesquisa e de leitura de obras de arte, além da ampliação dos repertórios musical, de jogos e de brincadeiras.
Informações de Ascom PMA
José Padilha: Explicação psicanalítica sobre artistas e intelectuais não aceitarem as evidências contra Lula e o PT

O cineasta carioca José Padilha, de 48 anos, tem se dedicado a expor a violência e o crime que permeiam a sociedade brasileira. Foi o que fez no documentário Ônibus 174 e nos dois Tropa de Elite, fenômenos de bilheteria que consagraram um anti-herói nacional, o Capitão Nascimento. Também responsável pela série Narcos, do Netflix, Padilha vive nos Estados Unidos com a mulher e o filho de 12 anos. E anda atento a outra modalidade de crime bem conhecida dos brasileiros: a corrupção. Ele anuncia que um de seus próximos trabalhos para a TV internacional será sobre a Operação Lava-Jato. Por telefone, falou do projeto e dos escândalos que o inspiraram.

Num artigo recente, o senhor encontra uma explicação psicanalítica para tantos artistas e intelectuais não aceitarem as evidências contra Lula e o PT. Por que essas pessoas vivem, como o senhor diz, em negação?

É um fenômeno psicológico que foi primeiro estudado pela psicanálise, por Freud e sua filha Anna. Quando você constrói uma imagem pública em torno de uma ideologia e assume publicamente posturas a favor de determinado grupo político - vai ao programa eleitoral do PT, abraça o Lula, faz campanha para a Dilma - e depois descobre que estava errado, há duas opções: aceitar seu erro ou fingir que nada aconteceu. A maioria dos artistas e intelectuais preferiu fingir que nada de errado está ocorrendo com o partido e seus dirigentes. É um mecanismo de defesa psicológica. Meus amigos são cineastas, atores e escritores, muita gente da esquerda, enfim. E decidi alertá-los: camaradas, acordem. Se vocês valorizam suas crenças, afastem-se do Lula. No momento, curiosamente, já detecto que a negação passou para outro patamar.

Qual seria?

Cada vez há menos negação total. Agora, quando confrontados com o erro que foi acreditar que o PT é um partido e não uma quadrilha, os artistas e intelectuais apelam para dois subterfúgios. O primeiro é afirmar que a presidente Dilma não roubou "como pessoa física", embora seja evidente que a campanha eleitoral da Dilma foi beneficiada por um propinoduto - disso a Lava-Jato não deixa a menor dúvida. Embora seja grave roubar para si próprio, é ainda pior roubar para fraudar o processo democrático.
Fonte: veja.com

Restante da entrevista abaixo
Como será sua série de TV sobre a Operação Lava-Jato?

O objetivo é narrar a operação policial em si e mostrar inúmeros detalhes esclarecedores que a própria imprensa desconhece. Como se trata de um projeto bancado por dinheiro internacional, o título será em inglês. Estamos chamando a série provisoriamente de Jet Wash. Mas o escândalo oferece tantas possibilidades de título que é até difícil escolher. Poderia ser Solaris, não?

O senhor tem estudado escândalos como o mensalão e o petrolão?

Conheço os dois a fundo. Li grande parte das sentenças do STF no julgamento do mensalão. E também conheço bem o petrolão, pois comprei os direitos de um livro ainda inédito que traz entrevistas até com envolvidos que estão na cadeia - a obra será uma das bases da série. Após uma leitura atenta dos fatos, não dá para ignorar que o PT e as empreiteiras montaram uma quadrilha para lesar os cofres públicos, sim. Também não dá para fingir que a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff não foi irrigada com dinheiro da corrupção. Sejamos francos: é bem provável que outras campanhas tenham sido irrigadas também.

O que a futura série dirá sobre a tese tão alardeada pelo PT de que a Lava-­Jato tem viés político?

Não tem viés político nenhum. É uma operação policial, ponto. Para entender o que está ocorrendo hoje no Brasil, é preciso tirar a cortina de fumaça que nubla os fatos. Existem três processos históricos distintos andando em paralelo e se retroalimentando. A combinação de mal-estar com a economia, revelações da Lava-Jato e a atuação de uma imprensa livre e combativa. Tudo isso produziu algo inédito no país: o andar de cima ficou vulnerável à aplicação da lei. É o que está acontecendo de concreto. Em torno disso, tem muita espuma: a tentativa de transformar um fenômeno de natureza policial e legal num embate político. Toda vez que alguém fala dos indícios avassaladores contra Lula, um petista diz que o PSDB também rouba. Tenta-se transformar tudo numa questão ideológica. Mas tudo é caso de polícia.

No que a corrupção do governo petista se diferencia da que se via antes?

A política no Brasil - nas esferas municipal, estadual e federal - sempre funcionou assim: os partidos elegem seus representantes e indicam pessoas para cargos-chave com poder de contratar serviços públicos. Depois, superfaturam as obras e embolsam um pedaço do dinheiro, que vai para pessoas físicas e o financiamento de campanhas. O PT fez isso em volumes muito maiores - vide a compra da Refinaria de Pasadena. E o caso do PT também é pior porque o roubo sistêmico se soma a um enorme cinismo. Lula, antes, fazia o discurso da ética e da moralidade. Mas, quando chegou ao poder, não só montou seu esquema como levou ao limite da sustentabilidade o assalto a empresas estatais e órgãos públicos. Um político assim só poderia chamar para si mais ódio do que os outros, obviamente.

Qual seria a melhor saída para a crise política desencadeada pelo petrolão?

Minha preferência, como brasileiro, seria a cassação da chapa Dilma-­Temer no TSE. Se o TSE tivesse a coragem de olhar para as campanhas e impugnar as chapas que receberam recursos ilícitos, tenho a impressão de que não sobraria nenhuma chapa relevante. Uma nova eleição seria o melhor caminho para o Brasil. Mas não me parece que vá acontecer. Há muita ingerência política no TSE.

domingo, 20 de março de 2016

Clássico entre Flamengo e Fluminense no Pacaembu tem protesto contra o PT
Fla x Flu protesto contra o PT- Outro Olhar Amargosa

Os torcedores de Flamengo e Fluminense que compareceram ao Pacaembu na tarde deste domingo (20) aproveitaram a ocasião para protestar contra o PT.

No momento em que as equipes se perfilaram e o hino nacional começou a ser tocado, boa parte dos torcedores de ambas as equipes começou a entoar gritos de "fora PT". Não houve nenhum grito de ordem além do citado.

Uma minoria ainda gritou a favor do partido da presidente Dilma Rousseff, mas acabaram sendo abafados.

Assim que o hino nacional terminou, os torcedores encerraram o protesto e soltaram uma salva de palmas. Conteúdo de  UOL.
ASSISTA O VÍDEO ABAIXO
Merengues Campeão!
Na noite da última sexta (18/03), o time dos MERENGUES foi campeão do Campeonato de Futsal em Ubaíra ao vencer por 8 x 2 a equipe dos TRÊS BRAÇOS. Os gols foram marcados por Rique, 3 vezes, Ratinho, Tarcisio, Juliano, Daniel e Leonardo. O atleta Rique ganhou o troféu de artilheiro com 11 gols. O atleta Alan conquistou o troféu de melhor goleiro. A campanha dos MERENGUES foi expressiva, atingindo a maiúscula marca de 6 vitórias em 6 jogos. Ademais, os MERENGUES marcaram 36 gols no campeonato – média de 6 gols por partida –, dado que reflete o poder ofensivo do campeão. Os MERENGUES apresentaram um futsal rebuscado de técnica e velocidade, fatores que acabaram envolvendo os adversários. Após a partida, o capitão Juca ergueu mais uma taça para o habilidoso time, que representou com muito brio o futsal de Amargosa na cidade de Ubaíra. ­­ Este é o quarto título da história vitoriosa dos MERENGUES.
Visita de Obama evidencia contradições de Cuba

Neste domingo (20/03), pela primeira vez em 88 anos, um presidente dos Estados Unidos volta a pisar Cuba. Mas, enquanto Calvin Coolidge chegou à ilha caribenha em 1928 num navio de guerra, Barack Obama e Raúl Castro visam dar um fim definitivo às hostilidades.
 "A visita de Obama é um acontecimento histórico para a população", afirma o especialista em Cuba Bert Hoffmann, diretor do Instituto Giga de Estudos Latino-Americanos. "Justamente os mais velhos dizem: 'Quem diria que eu ainda ia viver para ver isso!'"
Não faltaram gestos simbólicos antecipando a histórica visita. Na sexta-feira, o ministro cubano do Exterior, Bruno Rodríguez Parrila, anunciou que seria abolida a taxa de 10% sobre as transferências bancárias dos EUA para Cuba, instituída por Havana em 2004. Isso elevará a renda de muitos cubanos, dependentes dos depósitos de seus familiares em solo americano.

Entre rigor e pragmatismo
Nos EUA, em contrapartida, os cidadãos cubanos em visita ao país passam a poder trabalhar regularmente, abrir contas bancárias e receber bolsas de estudos. Além disso, o tráfego postal entre os dois países será retomado depois de 48 anos.
Segundo Hoffmann, "em Havana aconteceu mais no último ano e meio do que nas cinco décadas anteriores". O afluxo de turistas americanos fez crescer a economia, e a esperança é que essa dinâmica se manterá: mais internet, mais dólares, mais visitantes.
Mas Havana também segue seu próprio curso. Ainda na sexta-feira, Castro concedeu ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a mais alta distinção do governo comunista, a Ordem José Martí. A justificativa é Maduro ter se defendido "com coragem e inteligência" contra o decreto americano em que a Venezuela foi classificada como perigo para os EUA.
Apesar dos sentimentos primaveris entre Washington e Havana, o governo cubano se mantém firme em suas reivindicações. Uma delas já foi cumprida: em maio de 2015 os americanos riscaram Cuba da lista negra dos Estados que apoiam o terrorismo. Entretanto ainda faltam o fim do embargo e a devolução da base militar de Guantánamo.
"Raúl Castro tem que formular essas exigências máximas, ele é representante da Revolução Cubana", explica Bernd Greiner, cientista político do Instituto de Pesquisa Social de Hamburgo. Por outro lado está claro que tais exigências não serão cumpridas ao pé da letra.
Entre a Revolução e o capitalismo
Greiner e Hoffmann concordam que o presidente Castro é a figura-chave para uma aproximação bem-sucedida entre os dois países. "É super importante que seja Raúl Castro a receber Obama, e não o seu sucessor. Senão, todos sairiam dizendo: 'Fidel nunca teria feito isso.' De Raúl não se pode dizer isso, ele fala em nome da Revolução, com toda legitimação histórica."
Em Cuba, em meio a toda a euforia pela abertura econômica e política, contudo, também se acumulam as críticas à desigualdade social crescente. Pois, enquanto donos de restaurantes e bares lucram com os dólares dos turistas, os professores e médicos na zona rural saem de mãos vazias.
A revista oposicionista Convivencia aponta como "o custo de vida sobe vertiginosamente", "a violência aumenta e falta tudo". Também observadores externos como Bert Hoffmann registram quão difíceis de sustentar são as contradições do caminho cubano.
"Para o governo, a aproximação não é nada simples, pois a Revolução Cubana se legitima na formação de um front contra os Estados Unidos." Enquanto isso, o processo de reforma política não vai tão longe quanto deveria, não sendo nem coerente nem transparente, aponta o especialista do Instituto Giga.
No entanto, ele não vê alternativa a essa aproximação: "Os EUA são o parceiro de negócios natural para praticamente tudo, pela proximidade geográfica entre os países. E, sozinhos, os 2 milhões de cubano-americanos que vivem nos EUA levam mais dinheiro para Cuba do que a União Europeia."

(Fonte: Terra)
Nível de rejeição a Lula atinge recorde, diz pesquisa
São Paulo - A taxa de rejeição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atinge nível recorde, de 57%, segundo pesquisa do Datafolha, publicada hoje. Em novembro do ano passado, 47% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula caso se candidatasse.
O dado também é recorde entre candidatos à presidência, superando inclusive a rejeição ao peemedebista Ulysses Guimarães na campanha de 1989, até então o maior índice de rejeição, que era de 52%. Por outro lado, quando perguntados sobre qual foi o melhor presidente que o Brasil já teve, Lula lidera com 35% das respostas, à frente de FHC, com 16%, entre outros.
A pesquisa também apurou que para 68% dos entrevistados, Lula aceitou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff com o objetivo de obter foro privilegiado, de modo a escapar de ser julgado em primeira instância nas investigações da Operação Lava Jato. O juiz Sergio Moro "agiu bem" ao obrigar o ex-presidente a depor na Polícia Federal dia 4 de março, ante 13% das respostas com "agiu mal", segundo o Datafolha.
Em relação ao desempenho do governo com Lula no ministério, 36% responderam que a gestão Dilma deve piorar e 38% acreditam que nada mudará. A pesquisa foi realizada nos dias 17 e 18 de março, com 2.794 entrevistados em 171 municípios.

(Fonte: Exame.com)
Papa Francisco terá conta no Instagram
O papa Francisco abrirá uma conta no Instagram com o nome de Franciscus, que estará operacional a partir deste sábado (19), confirmou o Vaticano.
A data de abertura coincide com os três anos da cerimônia na Basílica de São Pedro na qual o Papa foi entronizado, indicou à Rádio Vaticano o responsável de comunicações, Dario Vigano.
No dia 26 de fevereiro, o Papa recebeu no Vaticano Kevin Systrom, presidente e fundador do Instagram.


(Fonte: G1)
Em editorial, NY Times diz que explicações de Dilma para nomeação de Lula são 'ridículas'
Altamiro Silva Junior - O Estado de S. Paulo
19 Março 2016

O The New York Times classificou em um editorial neste sábado de "rídiculas" as explicações de Dilma Rousseff sobre a escolha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser ministro-chefe da Casa Civil. "Surpreendentemente, ela parece ter sentido que ainda tinha capital político para gastar", afirma o maior jornal dos Estados Unidos ao comentar a nomeação de Lula.

"Dilma Rousseff criou uma nova crise, de confiança em seu próprio julgamento", afirma o Times. O texto ressalta que Lula está sendo investigado por enriquecimento ilícito. Além disso, pessoas muito próximas a ele, como José Dirceu, estão presas, ressalta o jornal.
Se a decisão de nomear Lula "empurra os esforços de impeachment" para mais perto, "Dilma terá só a ela mesma para culpar", afirma o Times. A estratégia de Dilma aumentou a insatisfação popular e levou milhares de pessoas às ruas das cidades brasileiras, pedindo a renúncia da presidente, afirma o Times. Ontem à noite, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, suspendeu a nomeação de Lula. Com o título de "A crise política no Brasil se aprofunda", o editorial do Times comenta os vários desdobramentos na política brasileira dos últimos dias, com foco na escolha de Lula para ser ministro de Dilma. O texto destaca que o objetivo foi tentar blindar Lula das investigações da Operação Lava Jato, que já atingiram 50 pessoas, incluindo políticos do PT e de outros partidos, ressalta o jornal.

sábado, 19 de março de 2016

OAB anuncia que decide apoiar o impeachment da presidente Dilma


A decisão da Organização dos Advogados do Brasil tem enorme significado
simbólico, diante do papel que a OAB teve no impeachment de Collor
.

Para acelerar o impeachment o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, fez pela primeira vez em muito tempo uma sessão ordinária em uma sexta-feira (18). A presidente Dilma Rousseff foi notificada que tem o prazo de dez sessões da Câmara para se defender. A primeira sessão já aconteceu. Veja os detalhes com a repórter Heloísa Torres.
REPORTAGEM DO JORNAL DA GLOBO
ASSISTA ABAIXO
Heloísa Helena critica "mi-mi-mi" petista e defende novas eleições
A vereadora Heloísa Helena, expulsa do PT por ser radical, defende novas eleições
No dia 14 de dezembro de 2003, a então senadora por Alagoas Heloísa Helena foiexpulsa do PT, ao lado de outros quatro colegas, por ser classificada como "radical". À época, ainda no primeiro ano da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência, ela acusava o partido de se afastar de seus ideais de esquerda.
Hoje vereadora de Maceió pela Rede, ela defende que a melhor solução para a crise política seria uma nova eleição presidencial. "Como estamos em época, tal qual dizia o escritor, de 'onde aperta sai pus', melhor mesmo seria convocação de eleições gerais, e a maioria dos eleitores verdadeiramente decidiria, né?!"
Para Helena, existem "muitas alternativas nos marcos da legislação" que poderiam afastar Dilma. "Por exemplo, a que Marina [Silva] defende --apelando ao TSE para cassação de diplomas dos envolvidos na Lava Jato--, ou consulta popular em referendo revogatório como defende [o senador] Randolfe [Rodrigues, da Rede do Amapá] e outros parlamentares. Se tivéssemos um Congresso de ampla maioria com independência e autoridade moral perante o povo, também poderia ser resolvido com os procedimentos investigatórios que culminariam ou não com o impeachment", avalia.
Se dizendo surpresa com o ato confirmado nesta quarta-feira (16), a vereadora criticou a indicação de Lula ao ministério da Casa Civil. "Não acreditava que a arrogância e a confiança na impunidade os cegasse a tal ponto, mas ainda bem que tem muita gente que anda com soro antiofídico no bolso e, com todo respeito biológico às rastejantes, não correm com medo do ataque delas", atacou.


O PT e o "mi-mi-mi"

Bem ao seu estilo, Helena detona o argumento de que o PT é vítima de um "Poder Judiciário político", com interesse em derrubar o governo.
"Esse 'mi-mi-mi' de cínica vitimização já vi em períodos simbólicos quando trabalhava no Senado, na era FHC e Lula. A conversinha é a mesma e bem fraca de criatividade. Como sou parte dos sobreviventes da árida caatinga, prefiro a máxima popular do meu sertão: 'Quem for podre que se quebre', aqui e alhures", diz.
Mas Helena diz não guardar mágoas do PT. "Olho para as imensas e dolorosas cicatrizes das batalhas contra eles travadas e fico em paz com a minha consciência. A vida me ensinou, da forma mais cruel que há, o preço político que se paga quando não se é covarde e servil ao poder", afirma.

Lições

A menos de um ano de deixar o cargo --ela diz que não vai concorrer à reeleição--, Helena diz que as derrotas nas últimas tentativas de retorno ao Senado deixaram lições morais.
"Aprendi o quanto é cômodo, fácil e sedutor viver em conluio com os que vendem a alma pelo poder, roubam descaradamente e mentem cinicamente. Mas as derrotas me ensinaram, especialmente, que sou parte da imensa multidão dos que ousam defender o que acreditam; dos que ensinam aos filhos que é proibido roubar; dos que enxugam as lágrimas e erguem a cabeça para continuar a travessia aprendendo com o passado, mas sem olhar para trás! Parece romântico? Não é, não! É apenas a dura vida vivida igualzinha a muitas outras pessoas que não se venderam nem se renderam", analisa.

(FONTE: notícias uol POLÍTICA)

quarta-feira, 16 de março de 2016

Início do 3º mandato de Lula marca queda de Dilma
A confirmação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o novo ministro-chefe da Casa Civil indica uma série de caminhos e descaminhos na caótica República brasileira. O mais evidente e indubitável é: o esvaziamento das funções da presidente Dilma Rousseff.
O ministro Lula passa a ser o articulador político de um governo que tropeçou bastante nas relações com o Legislativo -- sobretudo no segundo mandato da petista.
Considerado "bala de prata", Lula é apontado como único que pode pacificar a base aliada. Afinal, Dilma e o PMDB estão em guerra branca desde antes da campanha eleitoral de 2014.
O acordo de paz para garantir a reeleição do dueto Dilma e Michel Temerdurou somente até fevereiro de 2015, quando Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi eleito presidente da Câmara, derrotando Arlindo Chinaglia (PT-SP), o então candidato petista, apoiado por Dilma.
Ela nunca foi afeita às nuances da política e, nesse ponto, Lula poderia contribuir -- ao menos, unificando os aliados.
A economia do País em recessão -- principal propulsor da insatisfação dos brasileiros -- também será atacada pelas estratégias do ex-presidente.
Petistas acreditam que Lula vá dar "uma guinada na economia" e mudará o norte de Dilma para a Fazenda e o Banco Central.
O ex-presidente quer usar as reservas internacionais do BC para bancar a dívida pública federal. Essa disposição vai de encontro às convicções do atual presidente do banco, Alexandre Tombini, que defende a preservação dos mais de US$ 350 bilhões nos cofres do País.
Lula também estaria interessado no nome de Henrique Meirelles, ex-presidente do BC, para integrar o governo.
As diferenças entre Dilma e Meirelles são notórias, e o estilo centralizador da presidente nunca agradou ao executivo.
Com seu carisma habitual, Lula está confiante de que poderá salvar o governo.
Vai assumir a bucha deixada pela presidente que ele próprio fez e elegeu.
A Dilma abatida que todos temos visto na TV nos últimos dias deve dar lugar a uma presidente decorativa. Com menos olheiras certamente, mas seguramente ainda apreensiva de perder o cargo.
O temor faz sentido, uma vez que a oposição crescerá raivosa para tentar tirar Lula do cargo por vias judiciais e acusar Dilma de ser conivente com a empreitada do ex-presidente, que estaria fugindo da Justiça comum, ao tomar posse como ministro, para conseguir foro privilegiado.
Mas esse medo, pode ficar só para Lula.
Não foi necessário impeachment nem cassação da chapa no TSE. Não foi preciso renunciar nem se resignar.
Dilma caiu.
E o novo presidente do Brasil é, pela terceira vez, Luiz Inácio Lula da Silva.
Resta saber até quando.

(Fonte: MSN Notícias)

segunda-feira, 14 de março de 2016

VÍDEO: Moradores de Amargosa realizam Carreata Cívica contra a corrupção
Centenas de pessoas movimentaram este domingo (13) a cidade de Amargosa. Populares  realizaram uma carreata cívica  e percorreram de carros, motocicletas e outros veículos as principais ruas da cidade como forma de protesto contra a corrupção, ao Governo Dilma, ao ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT). 
As  manifestações contra a presidente da República, Dilma , o ex-presidente Lula e o PT aconteceram  em todos os estados do país, em mais de 300 municípios. 
Veja o Vídeo da Abaixo: Amargosa-BA

domingo, 13 de março de 2016

Grupos anti-Dilma fazem maior protesto da história, de acordo com PM e Datafolha

A previsão de que as mais recentes denúncias contra Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff levariam os protestos deste domingo (13) contra o governo federal a serem os maiores da história se confirmou, de acordo com levantamentos oficiais da Polícia Militar de quase todos os Estados do País e do Instituto Datafolha.

Somente no ato da Avenida Paulista, onde ocorreu o maior dos protestos, 1,4 milhão de pessoas compareceram, segundo cálculos da corporação subordinada ao governo do Estado de São Paulo, feito por meio de imagens aéreas.
Com método em que pesquisadores calculam os números por meio de entrevistas com manifestantes, o instituto do Grupo Folha registrou dados bem abaixo dos oficiais, mas ainda acima de qualquer outra manifestação em que já tenha realizado levantamentos, de 500 mil. 
Apesar da discrepância, ambos os cálculos mostram que os atos superaram qualquer outra manifestação de rua realizada até hoje em território nacional. Antes deste domingo, o Datafolha mantinha o ato das Diretas Já, realizado em 1980, também na capital paulista, como o recordista, com um total de 400 mil presentes. 
Já a PM afirmava que o protesto da Avenida Paulista de 15 de março de 2015, a primeira das grandes manifestações promovidas contra Dilma, era o maior da história até então, com um total de 1 milhão de presentes – o Datafolha calculava o mesmo ato com 210 mil pessoas. 
Além de registrar o maior protesto único da história, o domingo também se consolidou com a maior série de atos em âmbito nacional já vista no País. Cálculos oficiais divulgados pela Polícia Militar em todos os Estados onde houve atos mostram que o número de manifestantes chegou a 3,3 milhões ao longo do dia – o recorde anterior era de cerca de 2 milhões, em março de 2015. 
Para os grupos organizadores, aproximadamente 6,6 milhões de pessoas participaram dos protestos deste domingo, convocados para 415 cidades no Brasil além de outras 23 no exterior, em países como EUA, França e Inglaterra. 
Em Brasília, onde os manifestantes fizeram ato na Esplanada dos Ministérios, 100 mil participaram do protesto, de acordo com a PM – 200 mil, segundo cálculos dos organizadores. Em Copacabana, no Rio, os grupos que promoveram a manifestação afirmaram que entre 700 mil e 1 milhão de pessoas estiveram presentes – o governo não divulgou balanço oficial.
Outras capitais com grande número de manifestantes foram Curitiba, com entre 160 mil (PM) e 200 mil (organizadores); Recife – entre 120 mil (PM) e 150 mil (organizadores) –; e Goiânia – entre 30 mil (PM) e 70 mil (organizadores).
Ao contrário da expectativa das Secretarias da Segurança Pública de ao menos sete unidades federativas do País, de que poderiam ocorrer conflitos entre grupos defensores e detratores da presidente, não houve episódios de violência nos atos ao longo do dia – apenas um ou outro ocorridos de forma isolada, como o de uma mulher detida na capital paulista por jogar uma garrafa de água em PMs.
Pequenos protestos pró-PT ocorreram no Recife, Porto Alegre e São Bernardo do Campo (SP), este último em frente ao prédio onde vive Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontrou com manifestantes e os agradeceu pelo apoio.

(Fonte: Último Segundo)